quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Sozinho

Foi assim que literalmente fiquei na sala de aula sexta-feira: sozinho!
eu explico: nada passou de um combinado, ou seja, ninguém iria!
É simples, a professora de biologia, que teria duas aulas na sexta, avisou
que não poderia ir por conta de compromissos.
Aí, na quinta, todos combinaram (menos COMIGO, claro e nem teria aceito)
que ninguém ia na sexta. Em pleno ano letivo. E fechamento de nota.
Então na sexta eu fui, e mesmo sabendo que ninguém ia estar lá, disposto
a fazer minhas atividades pendentes.
E ACREDITAM QUE NO FINAL DA HISTÓRIA EU QUE PASSEI COMO LOUCO?!

só espero que exista uma solução nessa nova escola do século XXI.

sábado, 22 de novembro de 2008

Mais um ano....novas experiências...



Venho aqui postar, pois senti uma necessidade de dizer o quanto estou feliz com mais um ano de experiência que se completa na minha vida.
Foi um ano cheio de descobertas, novas experiências e decepções...

Entendi, convivendo e aprendendo sobre as deficiências, que podemos superar nossas dificuldades...que na vida simplesmente reclamar do que não está bom, não faz com que isso mude...

Pude aprender que na vida tudo acontece para que possamos aprender e crescer enquanto seres humanos..aprendi a enxergar o mundo com outros olhos, olhos de quem precisa nada menos que tato para enxergar o que, talvez para nós que possuidores da visão, mesmo estando na nossa frente não conseguimos perceber.
Tive uma grande experiência de poder conviver com pessoas que acreditam que o mundo é possivel para todos. Agradeço aos coordenadores do curso de Braille que nos (Eu, Heloisa, Mariana Pirassol e Marlana) deram a oportunidade de aprender um pouco mais sobre a "arte" do Braille e da vida dos deficiêntes visuais.
Espero que ano que vem, mesmo sendo nosso último ano, possamos mergulhar de cabeça em outros cursos que nos ajudam a crescer.


Agradeço a todos a oportunidade de poder crescer.


Bjoks

=D

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

When dumbocracy get's in our way...

“Rules are made to be followed”. If that’s so, how come we are here fighting so bad to “change the world” putting ourselves into the daring position of saving it. So, I am, from this moment on, assuming a position of rule breaker. Does it mean I’m being too extreme? Maybe… yeah… why not? There are so many wrong and extremes things going on out there and people are doing jack about it. Ok… so now, that makes me the messiah? Nah… Everybody here is trying to break something even though we’re not sure what that is… I’m just coming out of the closet (if you don’t get the joke I’m not the one to be blamed). Summing it up, as far as I’m concerned, rules are MENT to be BROKEN.
Let’s start with dumbocracy... Yeah, more rules. Those rules input into educational institutions for example. They are not just getting in the way. They are also making it easy. Easy? Yeah easy. Easy for who? Easy for anybody to get into a university, and easy to an incompetent professional to get out of college with, a college degree. All you need are grades. GRADES. Thanks the lord grades aren’t a knowledgeometer, other wise I’d be f… in a very bad position right now. Anyway…
I’m told that I’m a top mark student. I’m told I was supposed to be a top marks student once my English is “one of the best” (not my words I promise) and I can’t get marks if I don’t do my homework like everybody else. Then again, who decides what I am or am not supposed to be?
While my grades were heading towards a dark and low plane of existence, the classes I led were amazing and my English was never better. For that, I failed in two subjects. One I gave up, because it was a too good course to be done just to get the grades and hour that I needed. The other one was a too boring class to attend.
Now I have free time in my hands. Yeah yeah right… I wish… Now I have more time to prepare my classes, while my classmates spend an entire month preparing a couple of them in that amazing subject that I unfortunately failed for being absent (what a lost). It would be ok, really, I’m an adult I deal with the consequences of my actions. If only dumbocracy wasn’t in my way.
When me and my colleagues decided to actually do something good as teachers, the nice professor – the one that failed me – who, by the way, had nothing to do with the thing, decided that we couldn’t. There were too many laws involved. Now I’m a blown off English teacher/student, and there could be so many students we could have helped, we were willing to. But thanks to the rules we aren’t helping anybody… or that would be, thanks to my professor’s ego? I told so… IT IS all about power. I do have my power, a very special and good one, and hell will freeze before I bend my power to some one else’s will. As much as they think they are better, once they have been studying for so long.
It’s time for us to use our powers, to develop a power, to break everything, to bring chaos and evolution (hauhauhauha I’m just kidding about that last… or maybe I’m not… it is, really, up to you to decide it). Let’s start becoming what we expected our teachers to be in the past, and stop getting comfortable with the good grades, they don’t mean we are good. And if we are not good, we will get out of here just as good teachers as the teachers we complained so much when we got here in the first place. DON’T BEND YOUR POWER.



By Isaq-Q
PS: I don't mean to offend anybody with my drawing... I just hope you understand that that is a not conventional relationship... you can't bend your will to others if your goal is being happy. Get the power and be free... cuz again... FREEDOM IS POWER

domingo, 2 de novembro de 2008

Desde quando iniciei o projeto Sem Fronteiras até o presente momento, pude constatar que o esforço da professora Simone, em mudar a realidade do ensino de inglês na escola pública, tem gerado pequenos frutos. Percebo que alguns alunos conseguem se adequar a uma nova metodologia mais facilmente que outros, os quais não dão credibilidade ao novo, passando a questionar o papel do professor e suas ações em sala. Simone e eu temos percebido que o comportamento de um certo aluno mudou bastante ao longo desse tempo em que estivemos acompanhando as aulas. Ele aparenta estar bem mais motivado a aprender e sua participação em sala aumentou consideravelmente. Ficamos felizes com tal resultado, o qual apesar de ínfimo, nos faz crer que está valendo a pena.
A partir da visita do professor Diego Muñoz, percebi que, apesar da dificuldade, os alunos conseguem pronunciar as palavras de uma forma inteligível, portanto, acredito ser possível investirmos mais tempo nesta habilidade lingüística, a qual muitas vezes é relegada à segundo plano.
Um problema bem crítico que notei nos alunos, é a famosa CÓPIA. Organizei
perguntas para que os alunos fizessem como trabalho valendo nota. Ao corrigí-los, observei que alguns poucos alunos fizeram e a maioria copiou, sendo que as perguntas eram pessoais. Comentei a situação com as professoras Simone e Alice e, esta última me disse que isso é muito freqüente entre os alunos e que qualquer forma de avaliação deve ser feita em sala, no estilo de prova. Por conseguinte, deixei à cargo da professora Alice, a qual decidirá o que fazer com os trabalhos.
Bem, em meio a fracassos e vitórias, seguimos nossa caminhada em busca de criativas e efetivas maneiras de solucionarmos os problemas que ainda persistem no meio educacional.

sábado, 25 de outubro de 2008

Movimento Belinati NÃO


Só para contar que participei de seis dos outros protesto na cidade.
E tenho a dizer que aprendi muito. Agora estou com uma injeção de
ânimo muito boa. Tudo porque a maioria são jovens.
Mas ao mesmo tempo, dava para ver nos opositores do nosso movimento
o quão desprivilegiados eles são. Realmente não se mede o quanto de necessidade
eles passam e ainda pedir que não votem no populista. Ligando tudo isso, no final é
assim que eu estou vendo a escola do século XXI no Brasil: libertadora.
As pessoas não têm mais autonomia sobre si.
Mas o problema é: como ajudar se eles não entendem o porquê? como driblar
os governos corruptos que não investem em educação por pura vontade de
se manter no poder, de conseguir manter sua dominação sobre os desprivilegiados?

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

What are you laughing at?


No nosso último encontro conversamos muito a respeito da avaliação do ensino, como ela vendo sendo aplicada nas aulas da Língua Inglesa, o que os professores sabem a respeito dos métodos e instrumentos avaliativos, e infelizmente algo muito engraçado me veio ao pensamento.
Digo infelizmente, pois o texto a seguir fala a respeito deste tema e foi escrito por um professor de Língua Portuguesa do Estado de São Paulo, que de modo irônico, busca retratar os "critérios avaliativos" utilizados nas escolas públicas no referido Estado.
Laugh not to cry!
Taisa
Sistema Avaliativo Educacional do Estado de São Paulo


Introdução:

Caro professor,

Iniciamos mais um ano letivo, 2008, e colocamos novamente em prática, um projeto ousado, mas não inovador. A secretaria de Educação do Estado de São Paulo, bem como seus alunos, tem certeza de que com sua ajuda e seu empenho, esse projeto terá excelentes resultados.

Parágrafo I: Da necessidade da Avaliação.

A avaliação se faz necessária como meio norteador do ensino-aprendizagem. Dessa maneira, o aluno que é avaliado passa por algumas etapas para que este demonstre seu desempenho em relação ao conteúdo desenvolvido em sala de aula e fora dela. Assim, mostrar-se-á o empenho, a preocupação e o efetivo trabalho do professor dentro da sala – com o desenvolvimento intelectual de seus alunos - assim como da Unidade Escolar, que integra a sua comunidade, levando pais, membros da comunidade, grêmio estudantil e os outros que formam, de maneira verdadeira, à gestão democrática.

Parágrafo II: Da distribuição dos critérios avaliativos e das notas.

Art1: Ao aluno que sai de sua residência com a intenção de se dirigir à escola, ou seja, aquele aluno se desloca de seu logradouro, é passível de critério avaliativo, pois no momento de saída há uma intencionalidade na busca pelo saber, dessa forma, o professor deve se utilizar do conceito 5,0 para atribuir de forma sistematizada um conceito que demonstre o comprometimento e a intenção do educando em aprender.

Art2: Ao aluno que saio de seu logradouro e adentrou os portões da unidade escolar deve se utilizar, o professor, do conceito 6,0, pois este educando corrobora a intenção primária do aprender, pois, além do deslocamento o aprendiz adentra a instituição de ensino procurando, de forma clara, se integrar na comunidade escolar e dela participar.

Art3: Ao aluno que, já dentro da unidade escolar, escolhe adentrar em qualquer sala de aula*, também é passível de critério avaliativo, e neste caso, o professor deve, de uma maneira objetiva e clara, se utilizar do conceito 7,0, pois o aluno está demonstrando de forma progressiva que há uma necessidade, uma vontade e principalmente uma intencionalidade do aprender, da busca pelo saber do educando.
* São considerados sala de aula: As quadras poli - esportivas, o grêmio estudantil, a sala de informática e a biblioteca.



Art4: Este artigo prevê o uso do sistema avaliativo dentro da sala de aula. Dessa forma, o professor, deve se utilizar do conceito 8,0 ao aluno que responder verbalmente ou com um simples aceno a chamada numérica ou nominal. Caso o aluno não compreenda, é dever do educador que solicite ao educando, de forma branda, seu R.A (registro do Aluno) para que este se torne conhecido e haja, necessariamente, a inclusão do sujeito no meio acadêmico. Cumprindo assim, uma etapa que corrobora a intenção do educando na busca pelo aprender.

Art5: É sancionado o direito do conceito 9,0 àquele aluno que, em qualquer momento da aula, realizar perguntas de quaisquer naturezas; gestos, acenos, movimentos de cabeça e/ou tentativas prelúdicas que confirmem sua intencionalidade ao ensino-aprendizagem.

Art6: Ao educando que, responder, mesmo com um aceno de cabeça, com balbuciar de palavras ou com um simples “não sei” a qualquer questão de qualquer natureza realizado pelo docente é, de forma sistemática, atribuído o conceito máximo, ou seja, 10,0, pois confirma-se assim, o empenho e a intencionalidade primária daquele educando que, desde um primeiro momento, se deslocou de sua residência com a intenção de participar do meio da comunidade escolar.

Este, caro professor, é o Sistema Avaliativo do Estado de São Paulo, que está em vigor desde que a política educacional brasileira visa à formação de uma nação voltada ao consumismo, a inversão de valores, e a usurpação do direito de ser realmente um cidadão no pleno sentido da palavra, ou seja, aquele que pensa que articula e reflete sobre as questões de sua comunidade escolar, de sua cidade, estado, pais e do mundo. Formando assim uma vasta massa que ignorantes comanda por uma excurralha.
Alan Pereira do Prado

segunda-feira, 20 de outubro de 2008



Acredito que ainda estamos contribuindo para a construção de uma educação de qualidade. Esta figura é a que mais se aproximou da minha concepção sobre o papel da educação no século XXI. Uma educação onde não haja diferenças, e todos possam participar e ser objeto desta educação!

Luciana

Realmente os desafios não são poucos. É preciso que nós, educadores, estejamos cientes do papel que a educação de fato ocupa na sociedade. Seria a educação mera formalidade? Ou seria uma poderosa ferramenta de transformação ? Acredito que o envolvimento sistemático de pais, educadores, alunos, sociedade e instituições de ensino poderá definir qual papel deixaremos a educação ocupar em nossa sociedade. As palavras ao lado podem ser importantes na hora de se pensar na formação dos profissionais da educação. É uma meta audaciosa, porém( na minha opinião) possível.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Mosaico

É curioso como os sentimentos flutuam e se transformam na prática de viver intensamente a escola e a vida. Hoje estou assim: pedaços, fragmentos, partículas sem forma.

E relendo as últimas 4 ou 5 postagens percebo o quanto nossas emoções vão mediando e dando sentido às experiências singulares que cada um tem vivido no projeto, seja na escola como professor, como observador ou como aluno. São conquistas, desafios, dificuldades e incertezas mediados pelas diferenças de quem somos e de como fomos ontem, a semana passada, há 8 meses quando iniciamos esse blog.

Eu fiquei pensando o que dizer sobre o papel da escola para o século XXI e entendi que ainda não recriamos a escola do século passado. Falamos em criar "cidadãos", mas uns devem ser mais cidadãos que outros. Falamos em formar pessoas críticas, mas uns devem ser mais pensadores do que outros. Falamos em preparar profissionais, mas uns devem ser mais bem sucedidos do que outros. Aos nossos filhos, o conhecimento. Aos filhos do outro, os diplomas. Aos nossos filhos, informações sobre o mundo, sobre a história, sobre a linguagem. Aos filhos do outro, terminar o livro didático. Aos nossos filhos, inglês preparatório pro First. Aos filhos do outro, leitura instrumental (seja explorando gênero ou na forma clássica). Aos nossos filhos, universidades públicas. Aos filhos do outro, mais diplomas. Aos nossos filhos, profissão. Aos filhos do outro, trabalho.

Na escola "real" de 2008, o aluno é aquele que o professor não deseja encontrar, com quem ele não tem prazer em interagir, aquele que ele prefere não reprovar pra não ter que conviver de novo no próximo ano.

O tom ácido dessa reflexão vem da experiência do conselho de classe. Ainda que eu tenha ficado satisfeita em ouvir os professores dizendo "eu estou muito feliz com a 6a E. Eles melhoraram tanto comigo", não dá pra esconder a frustração de saber que aquele que deveria ser o motivo do nosso trabalho é tratado como alguém a quem não se ama. Então, ouvi coisas assim:

_ Ele compensa reprovar. Já reprovou alguma vez? Compensa reprovar.
_ Esse vai ter no máximo um segundo grau pra trabalhar de mecânico ou numa borracharia.
_ O [nome do aluno] não consegue comigo. Comigo ele não consegue. Precisa de 7,4. Ele não consegue.
_ A [nome da aluna] não enxerga o estudo como caminho. O negócio dela vai ser outro e bem outro.

Essa é a escola pública que fazemos. Sua missão tem sido a de marginalizar os marginalizados e de fazer fracassar os que têm poucas chance de sucesso. A escola pública do século XXI é essa que vê o aluno (aquele que não é nosso filho, ou sobrinho, ou primo, ou vizinho) como incapaz, "limitado", cheio de debilidades e impossibilidades. É uma escola que prepara o filho do borracheiro para ser boracheiro e o filho do médico (que não está na escola pública frequentada pela grande maioria das crianças do nosso país) pra ser médico.

Não dá pra pensar a escola assim. Acho que precisamos mesmo pensar que democracia e liberdade se constróem somente quando todos podem ser.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Eles têm muito mais a nos ensinar do que nós a eles...

Mais uma vez este projeto me proporcionou uma maravilhosa experiência tanto de vida como acadêmica. Nesta quinta-feira eu e prof. Kilda fomos à nossa primeira aula no CEBEJA. Acredito que esta tarde que passei com pessoa tão encantadoras foi umas das experiências mais marcantes da minha vida acadêmica. Estive em meio a pessoas que têm muito mais a nos ensinar do que nós a elas. Foram inúmeras demonstrações de carinho, atenção e respeito que eles têm pelos integrantes de sala. Sem contar como me chamou a atenção o contato que eles têm para como o professor. Uma fala de um deles que marcou muito foi a seguinte: “Este professor, é muito mais que um professor, ele é um pai para nós! Aqui nós somo uma família e nesta turma nós nos sentimos em casa”. Ou outras frases como: “As vezes penso que eu deveria faltar mais às aulas de Inglês para não acabar nunca esta disciplina! Queria ter uns 9 anos de Inglês com este nosso professor”. Na sala encontrava-se 7 alunos, homens e mulheres entre 21 a 56 anos; porém cada um possui uma característica particular que me impressionou muito! Nesta turma, uma das alunas é cadeirante, a qual me proporcionou uma grande outra emoção. Ela me pediu ajuda para que a levasse ao banheiro na Biblioteca Central e durante o caminho e ela se sentiu a vontade para me contar como ocorreu o acidente que a levou ficar em uma cadeira de roda. Confesso a vocês que nunca tinha ouvido uma história tão emocionante que não pude tirar de meus pensamentos um minuto se quer.
Bom, pretendo compartilhar com vocês mais outras exeperiências e, continuo dizendo que este projeto tem sido uma Aprendizagem Sem Fronteiras.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Como somos diferentes!


A cada dia que passa percebo mais e mais o quanto somos diferentes. No entanto, as diferenças não devem ser osbtáculos mas sim desafios em nossas vidas. Esta foto representa minha visão de mundo hoje: tantas diferenças em um único lugar, porém todas devendo ser amadas.

A foto é de minha coleção de bonecas que ganhei ou comprei. São de vários lugares por onde andei e obtidos em vários momentos da minha vida. São diversas em seus estilos e origens, mas todas amadas por mim.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Romper fronteiras é difícil

Hoje aconteceu algo bastante diferente comigo.
Que nunca imaginava que aconteceria, que jamais esperaria
uma conduta tão diferente de professor-escola...

Em aula de história, meu professor retomava o assunto sobre
o imperialismo, e eu pedi que ele explicasse porque era muito
importante para mim 'pois é minha matéria específica'.
A resposta dele foi, por que não dizer, grosseira. Simplesmente disse
que 'se eu mudei para a noite achando que teria a mesma matéria
e me preparando para o vestibular, eu estava muito errado'; 'essa não
era a política da escola. Lá ,na proposta do ensino para o noturno, mostra
que não somos focados para uma aula tão específica'.
Eu fiquei REALMENTE muito sem graça. Muito ofendido.
Depois me perguntou 'o que eu achava disso' e para dizer ao resto da sala.
Claro que não quis falar.
Sou eu quem devo questionar primeiro ou ele que vê/viu isso quando
viu a proposta da escola? Há algum problema em romper fronteiras? Os
alunos do noturno não têm capacidade de aprender algo 'tão específico'?
Mas fiquei muito mais impressionado porque ele é um professor bastante
crítico. Ele tinha conteúdo a relacionar com história, não deixava e nem deixa,
nós ficarmos somente no que a história diz.
E a que custo eu vou ter que sofrer com isso? Eu fico sem ter aquela aula 'espetacular'?

Agora questiono sobre a mentalidade em que, no caso, a minha escola está sustentando-se.
Como a Simone faz referência no texto dela, eu ainda não consigo entender por quê se mantém
essa estrutura burocrática.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

noites entre dias

Se na semana passada saí da sala com a sensação de mais atrapalhar o ritmo escolar do que contribuir para a educação e aprendizagem dos alunos, hoje tudo coube nas tão rápidas aulas de inglês das turmas de primeiro col. De algum modo a designação -H- diante de uma turma mostra quantas turmas a separam da turma -A-. Essa distância, no final das contas, é desimportante, porque não houve dia igual a outro nesse tempo de nossas inserções no colégio...

Parece que os alunos começam a se acostumar com nossa presença lá. Hoje eles chegavam e ao invés de irem se sentar, vinham primeiro nos cumprimentar: Hi teacher! Bom dia, teacher! Bom dia, professora. Adoro estar com eles, por mais que nossos progressos pareçam pequenos. Hoje nas duas turmas consegui ensinar os alunos a expressarem e entenderem ações que aconteceram no passado. As perguntas tangiam sua realidade, suas possibilidades. Eles davam suas próprias respostas, várias delas nada livrescas. Fico feliz com isso. A turma que não rendera nada na aula passada hoje rendeu consideravelmente. O Cristiano Ronaldo (eu o chamo de Cris) parecia bem mais calmo e cooperativo.

Na quinta há prova de inglês -- é a prova do calendário escolar que a professora-regente tem de cumprir, não ousa não fazê-lo e eu penso que seria um atrevimento questionar a necessidade de cumpri-lo. Interesso-me pela aprendizagem e pelo envolvimento dos alunos. Hoje, enquanto passávamos aquela lista de verbos, alguns alunos liam com desdém, com deboche. Outros liam bem. Eu insisti na boa pronúncia por parte deles e eles viam que eu olhava para eles enquanto pronunciávemos a lista em voz alta. Parece que o olho-no-olho com cada aluno faz com que ele perceba que me importo com a aprendizagem deles, de cada um. Por isso, a tendência foi a de capricharem mais e mais a cada verbo pronunciado... Parece uma tolice, mas é língua inglesa tomando espaços da sala de aula.

Quando respondiam às perguntas, geralmente utilizavam o tempo verbal incorreto para expressar o passado. Assim, a lista dos verbos ajudou muito, foi didática, porque eu mostrava toda vez de onde vinha a forma verbal para expressar o passado.

Disse aos alunos que eles podem usar a lista no dia da prova, pois o que importa não é a decoreba imediata. É preciso que saibam como a língua funciona, que tenham esse domínio de conhecimento, e que usem a língua. Penso que estou e estamos lá para ajudar os alunos a se expressarem em inglês e não para cobrar um conhecimento que até hoje não foi exigido em situações de uso da linguagem. Dar nota é de menor importância, assim como fazer prova. Avaliamos nossas ações, nossos frangos, bolas-na-trave e gols no dia-a-dia.

Preciso começar a preparar a prova dos alunos para quinta. bjs.

Um desafio inconstante....

Faço juz às palavras da professora Simone Reis, minha orientadora, a qual me fez compreender que para se ministrar uma aula, além de todo o conhecimento lingüístico, faz-se necessário ter MUITO jogo de cintura. Tenho percebido que a cada aula surge uma nova questão, um novo desafio e que nem sempre o que planejamos é devidamente concretizado. Portanto, o docente deve sempre estar apto a lidar com imprevistos. Esta experiência esta sendo de grande proveito para mim, já que estou podendo acompanhar o progresso de uma turma, ainda pequeno, porém extremamente significativo. Agradeço às professoras Elaine, que me deu a oportunidade de poder participar deste projeto, Simone, sempre muito atenciosa e prestativa, e Alice, muito amável e compreensiva. Obrigada!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Um tempo para escrever

Tenho menos de uma hora para escrever. Daqui a pouco estarei na UEL para um encontro com o grupo de estudos do Sem Fronteiras. O tempo passa depressa demais. Já estamos quase no final do ano.
De agosto para cá tenho trabalhado com Marta, aluna do projeto, e com uma professora de um grande colégio da rede pública. O resumo de nosso trabalho e de minha aprendizagem é o seguinte:

- Temos estado todas as terças e quintas no colégio. Começamos assistindo aulas e a professora gradualmente passou a solicitar a minha participação. Embarcando no trem em movimento, eu me vi questionando que aula eu ajudava a concretizar, quando um texto já havia sido todo traduzido em casa pelos alunos?
- Faltei dia apenas e tanto a Marta quanto a professora deram pela minha falta.
- Observamos dificuldades dos alunos para fazer um exercício de ordenar frases. Os alunos não faziam o exercício ou exercício algum. Fiz uma adaptação ao exercício durante a aula com poucos alunos. Deu certo, mas não atingi a todos. Pedi ajuda à Marta, que ajudou. O tempo foi pouco e os alunos eram muitos.
- Marta preparou os exercícios de ordenação de frase, então, de modo que os alunos pudessem fazer suas tentativas em menos tempo. Isso levou-lhe um trabalho enorme. Eu ajudei com a formatação dos arquivos e com o fornecimento de material (impressão e papel-cartão colorido). O material foi entregue à professora-regente, que não o utilizou).
-Na semana terça passada a professora pediu para eu fazer um exercício com os alunos. Era em inglês e requeria compreensão literal do texto. Ela disse que nunca o fazia porque os alunos não têm língua suficiente. Para surpresa de todos, alguns alunos haviam feito corretamente o exercício e responderam em inglês. Para saber se haviam entendido o exercício (porque haviam dado a resposta em inglês), eu fiz perguntas paralelas em inglês, explorando a mesma estrutura e apostando no conhecimento prévio de vocabulário dos alunos, estes todos ligados a fatos de conhecimento de sua faixa etária. Finalizei com perguntas escritas sobre algo da vida dos alunos. Eram quatro perguntas, contextualizadas. Eles responderam com conteúdo, com que eu vibrei. Havia problemas de domínio da língua para expressar que as ações aconteceram no passado. Então eu expliquei isso rapidamente. A professora-regente disse que ela costumeiramente iria traduzir tudo, passar tudo para os alunos, motivo pelo qual ela pulava o exercício. Perguntei à Marta se havia aprendido algo naquela aula, e ela disse que aprendera e gostara muito, porque não pensava que fosse possível dar uma aula de inglês em inglês.
As aulas da quinta foram outra lição, mas de outro tipo. Enquanto em uma turma tudo correu bem e todos estavam engajados e participativos, a outra aula foi quase um total fracasso. Eu pensava que pedindo para copiar do quadro aquilo que a turma anterior havia trabalhado estaria poupando uns dez minutos da aula. Nada disso. Mal copiavam e então eu não podia dar início à aula. Pensei se apagava tudo e começava de novo, mas isso banalizaria quem já estava copiando...
Um aluno questionava por que não cobrávamos pela cópia e trazíamos tudo pronto. Marta e eu havíamos preparado o material da aula para usar na tv pendrive. A professora-regente não salvou os arquivos no pendrive e o meu não abria. Diante do imprevisto, adaptamos a aula no muque e isso funcionou com uma turma. Aprendi que é preciso termos mais de uma turma para termos parâmetros e para não desistirmos à primeira tentativa frustrada.
No meio da aula da segunda turma, havia um garoto que não deixava o outro em paz. Tentei falar com ele e ele se comportava cada vez mais pior. Até que vi naquele rosto semelhança com o craque Cristiano Ronaldo. Falei com ele: Por que um rapaz tão bonito quanto o Cristiano Ronaldo não participa/se interessa pela aula. Enquanto alguns deram suas risadinhas, ele próprio bem que gostou da comparação. Incrivelmente, passou a copiar o conteúdo do quadro.
Era uma lista de verbos.
O propósito era trabalhar a pronúncia, demonstrar as formas que os verbos assumem em diferentes tempos, e seu significado, para, então, passarmos a exercícios para expressão e compreensão de ações da vida pessoal dos alunos, que aconteceram nos últimos tempos e no final de semana.
Hoje, segunda-feira, Marta, a professora-regente e eu nos encontramos no colégio no horário de preparação de aulas da professora. Decidimos sobre o que faremos amanhã e o que prepararemos para a prova, que será na quinta. Juntas, escrevemos os exemplos que serão utilizados nas atividades. Dei carona pra Marta, que já tá com bolhas no pé de tanto andar, pois vem a pé de casa até o colégio. Eu vim pra casa digitar tudo e enviei para as duas... Fiquei de providenciar parte do material para amanhã pela UEL...
Está corrido demais e eu tenho me achado freqüentemente sem energia para dar conta de todas as minhas atividades fora do projeto. Adoro o que estou fazendo, mas me sinto dividida e cansada com as minhas outras tarefas.
Marta expressou o mesmo hoje. Ela não conseguiu ainda ler os textos que todos do projeto deveriam ler...
Nosso trabalho no colégio mostra que estar lá uma vez por semana não é suficiente. Nem a professora quer isso. Ela nos quer lá todas as terças e quintas, para termos continuidade no trabalho.
Penso que mudança, se alguma, decorre de lonnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnngo tempo de colaboração, sem interrupções no fluxo de trabalho.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

O Ensino Médio Noturno: Um Novo Olhar

Pra quem teve a oportunidade de acompanhar o que anda acontecendo com o Ensino Médio Noturno, soube da proposta de 'reformulação' do mesmo...
Em sumo, funcionou com a participação de professores, pedagogos, e qualquer pessoa que tivesse ligação com o EM, inclusive representantes de cada turma, algo que considero inédito.
E eu me indiquei (porque ninguém se interessou, a não ser pelo fato que não teria aula hoje) esperando que contribuições esses representantes poderiam levar para essa 'mesa redonda', onde estaria se discutindo o futuro do ensino médio do ano seguinte. A principal proposta dessa iniciativa da SEED, organizada em todas as escolas que dispunham de aula a noite, é combater os índices altíssimos de evasão escolar e de desinteresse por parte dos alunos.

Bom, primeiro recebemos dois textos juntos para refletir em questões que estavam juntas. O texto, montado pelo Departamento de Educação Básica, trazia muitas reflexões baseadas em teóricos como Saviani, Kuenzer, Arroyo e Gramsci fazendo uma linha histórica da escola no período noturno... Gostaria de comentá-las em algum momento.

No começo da mesa redonda, curiosamente, os alunos de disporam no lado esquerdo da sala e os professores e direção no centro e na direita... Tivemos também a presença de um aluno da graduação do curso de Ciências Sociais. A primeiro momento, fizemos a leitura do texto, pensando eu no quão rebuscado estaria para os outros alunos presentes. Encerrada a leitura, os professores começaram a discutir sobre os problemas... Não me sentia com vontade de falar.

Dando uma geral do que foi essa reunião; achei que a presença do futuro-sociólogo foi de extrema importância e infelizmente não devidamente aproveitada, pois ele tinha uma bagagem teórica, inclusive na área de ensino, muito boa. Eu tentei divagar pelos 'campos sociológicos', na proposta de lutar contra os valores de escola, de professor, de ensino-aprendizagem, que os alunos têm. Ainda que pareça utópico, não consigo ver outra solução: incentivos também, na sua grande parte, não estão dando conta do nosso perfil de novo aluno.
No que só ficou decidido, eu classifico como incentivos... será que realmente vamos ter um progresso? Quais são as reais necessidades de um aluno do noturno? Claro que essas decisões foram basicamente sistematizadas pelos outros alunos... Mudanças como aulas germinadas, merenda no intervalo, atraso do horário de entrada...
Os professores tanto reclamaram da postura dos alunos, mas não ouvi nenhuma sugestão de como trabalhar com o senso crítico dos alunos.
Como tirar o aluno do papel passivo? Como transformá-lo em um agente transformar da realidade? Como fazê-lo compreender isso?
Eu digo, com certeza, que muita audácia e dedicação terão que ser empenhados nesse processo de des-alienação dos alunos. Fácil assim, não será.

domingo, 13 de julho de 2008

Hoje foi um dia diferente, acredito que eu entendi realmente o que esse semestre(passado) acrescentou na minha vida.
Durante alguns cinco anos eu participei de uma instituição religiosa, onde naquela época eu a frequentava quase que todos os dias. Lá eu aprendi muita coisa, porém sem muitos questionamentos...
Hoje é domingo, estou de férias e fui à igreja com uma amiga. Naquele momento, simplesmente me peguei analisando e refletindo sobre tudo, as pessoas, a decoração da igreja, as atitudes das pessoas e principalmente na pessoa que ministrou a palavra de Deus e o que esse professor disse e como disse.
Eu prefiro não julgar a igreja ou as pessoas, porque acima de tudo eu acredito em Deus e cabe a Ele julga-los, mais sem dúvida nenhuma hoje eu tenho uma nova visão de religião/igreja e é bem diferente de antes. Eu acredito que essa visão é melhor, devido a tudo que eu aprendi...

"Não se conformem com o padrão deste mundo, mais transforme-o pela renovação da suas mentes" Romanos12;2

quarta-feira, 2 de julho de 2008

The freedom writers...



Várias foram as cenas do filme que me chamaram a atenção, porém uma delas me fez pensar bastante em diferenças raciais. Quando a professora colocou uma linha no meio da sala, separou as diferentes "tribos" e passou a fazer perguntas aos alunos. Todos se consideravam tão diferentes, porém eles tinham uma vida em comum, uma vida de violência, drogas, mortes, etc.




Na minha pouca experiência de vida posso dizer que sempre observei que as pessoas se socializam com outras pessoas que possuem algo em comum, acredito que isso seja da natureza humana, quando estive nos Estados Unidos, eu percebi que apesar de querer me envover com a cultura americana, praticar o inglês e me sentir na cultura deles, era muito mais fácil pra mim estar envolvida com meus amigos brasileiros, era nítido que a nossa cultura, língua e hábitos nos aproximava muitissímo.




É aceitável que exista facilidade de convívio entre pessoas que possuem uma cultura em comum, porém fazer com que essas diferenças seja motivo de superioridade ou inferioridade, um fator que contribua com a exclusão, então essa visão passa a ser injusta.




Na cena citada do filme, a professora foi muito criativa, ela fez com que os alunos refletissem sobre as diferenças raciais que eles possuiam, se eles se separavam pelas diferenças raciais, após algumas perguntas eles se viram mais próximos por terem a violência como algo comum, os que faziam semelhantes, numa mesma situação. A linha que os separava, os uniu.




Entendo que falar em educação para inclusão social é muito bonito, porém na prática é tudo muito diferente, a maioria dos fatos e acontecimentos nao contribuem a favor dessa inclusão. Melhorar a educação é um desafio!







“É por isso que se pode definir a Filosofia da Educação
como o esforço para o desvendamento/construção
do sentido da educação no contexto do sentido da
existência humana, em sua totalidade.”
Antônio Joaquim Severino

domingo, 29 de junho de 2008

" Gostaria de voar, mas não tenho asas"


Vejo como estes passáros pousam, se alimenta e alça vôo novamente ...
"Temos aprendido a voar com o os pássaros, a nadar como os peixes, mas ainda não aprendemos a sensível arte de viver como irmãos." ( Martin Luther King ) ...
Os passáros são o maior símbolo de liberdade e um dos animais que mais me encanta. Na tarde em que fui surprendida por este bando no campus em frente do pinguin. Conversava sobre como será depois? Depois que nos formarmos?.
Eu não tenho respostas, apenas espectativas e medos.
Realmente não sei como será, e o que mais tem me apavorado é o medo do que posso me torna ao ver que muito do que se fala e cre não é o que realmente acontece. Tenho medo de cair em uma ápatia espiritual, talvez já tenha caido. Tenho tentado vooar em menho a tempestade, mas confesso está sendo dificíl.
Me lembro do dia que passei no vestibular de como fui tomada de euforia, do primeiro dia de aula, da procura de projetos... era tudo mágico, sonhos, espectativas de como será quando eu entrar e já não for mais a aluna, professora.
De como encarei uma proposta de estágio no 2 ano, foi realmente um presente, aprendi o quanto a afetividade e confiança podem romper barreiras para se aprender. Mais ideologias e sonhos. A entrada no projeto Aprendizagem, ouvia tudo atenciosamente, me apaixonei por mais ideologias.
Cheguei ao 3 ano com o meu coração imundado de sonhos e ideologias de gigantes, ao qual tenho tentado me espelha a cada dia. Mas também no 3 ano tive parte do castelo quebrado, chorei ao ver que é preciso mais para se criar ideologias e preciso pratica-las.
Hoje me vejo estática, e o quanto preciso para ser realmente uma professora. Reflito sobre minha prática no estágio e me sinto triste, me vejo como parte daquilo que nós criticamos nas teorias de ensino. Que o desempenho dos alunos que venho acompanhado no São José poderia ter sido melhor talvez, se eu tivesse trabalhado mais algumas coisas aqui, ali. De como me sinto apreensiva a cada reunião com a Prof Ana Maria, - O que será que ela vai ir contra agora...; mas também o quanto tenho apreendido com ela.
E de como meu olhar mudou nesse caminha... " Gostaria de voaar, mas não tenho asas".
Então me lembro da parábola da Àguia, e tento busca força para atravessar este ano...

sábado, 28 de junho de 2008

O mecanismo cartesiano!


A construção do conhecimento é como a construção
de uma casa, um ser.
Sem conseguir os tijolos, fico sem alicerces. Ou se acho
que alguns já me bastam, a aparência me engana e tudo
a qualquer momento pode ruir.

Ou então, você pode enfrentar o desafio: ir atrás de
todas as peças, os tijolos, que juntos, farão uma
casa bem construída.
Mas é tão comodista buscarmos o que está tão próximo,
tão fácil.
ESTÁ AÍ, JUNTE O CONHECIMENTO!
Não despreze aquilo que não lhe pareça inútil. Talvez
a falta de um simples prego, ou um pequeno parafuso,
podem trazer à tona tudo que você já construiu.
Cada peça é importante.
E então? Como eu convenço meu aluno de que ele
precisa do meu tijolo para construir a sua casa?!









Para Isaque.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Freedom Writters - Escritores da Liberdade (download)

Sinopse: projeto é baseado no livro "The Freedom Writer's Diaries: How a Teacher and 150 Teens Used Writing to Change Themselves and the World Around Them" (algo como "O Diário dos Escritores da Liberdade: Como uma Professora e 150 Adolescentes Usaram a Escrita para Mudá-los e o Mundo ao seu Redor") escrito pela professora do ensino médio Erin Gruwell e seus alunos. No livro, Gruwell e seus alunos que eram consideráveis impossíveis de alguém ensiná-los algo, saem uma odisséia que mudará suas vidas, abrirá seus olhos para o mundo e os fará crescer em espírito, contra a ignorância, a incompreensão, e as forças negativas em suas vidas. O filme se passa em um período em que estourava nas ruas a guerra interracional americana, onde para os jovens da classe de Gruwell, conseguir sobreviver o dia a dia da guerra entre as raças no meio da rua, já era um feito muito grande. E é a partir do respeito e a forma de tratar os alunos como nenhum outro professor havia tratado, ou seja, escutando-os como adultos que estavam se formando, que ela conquista um a um. Começando pelo estudo do livro "O Diário de Anne Frank" e o Holocausto , os "Freedom Writers" saem em busca de heróis pelo mundo. Enquanto escrevem seus projetos, os alunos saem em busca de se tornarem eles mesmo esses heróis. E pela primeira vez eles poderão experimentar a esperança de que talvez eles possuam a chance de mostrar ao mundo que suas vidas também fazem o diferencial e que eles possuem algo a dizer ao mundo.

OPÇÃO 1: Filme em rmvb (que pode ser reproduzido pelo media player classic) com legenda
em português já embutida.
tamanho: 352 MB
download

OPÇÃO 2: Filme em avi, com legenda separada. Qualidade maior, recomendado para quem
pretende grava-lo pra reprodução em DVD.
tamanho: 701 MB
download: parte 1
parte 2
parte 3
parte 4
parte 5
parte 6
parte 7
legenda

programas necessários:
WinRar, para descompactar os arquivos (é necessário que você tenha as sete partes no
computador, porque ao decodificar ele une todos. ele não decodifica só uma parte sem
as outras).
Media Player Classic, FFDShow e outros plugins, para instalação de alguns plugins que
permitem a execução de alguns formatos, como o avi, rmvb, etc; também instala
um programa que permite unir a legenda na hora da exibição no computador.
Para quem for gravar em DVD, talvez não seja necessário baixá-lo, mas é um pacote
muito bom para tê-lo no computador.


Caso alguém queira gravar em DVD, é preciso também um conversor de vídeo que
transforme .avi ou .rmvb em dvd. Eu uso o WinAvi com um serial (é um programa
pago), mas tem o Media Coder, que quando usei uma vez, achei complicado demais
de mexer. Porém o WinAvi, no momento da conversão em dvd, ele já embute as
legendas. Quando ao Media Coder...

Qualquer dúvida ou problema, só me mandar um e-mail (hp_vinicius@hotmail.com)

Créditos: CyberFilmes e Foxmovies

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Sou uma bolha!


Passei rapidamente por aqui agora só para dizer que não paro de aprender. A cada dia que passa vejo que ainda há muito para que eu me torne uma professora. Quero deixar meu agradecimento a todos vocês. Este semestre realmente me transformou mais um tanto, um tanto bem grande! Todos vocês, alunos deste blog, foram grandes mestres para mim. Continuem soprando seus ares de sabedoria para que eu cresça. Obrigada!!!!!

O novo


Posso dizer ,sem medo de errar, que esse semestre de aulas e estágio mudou completamente a minha noção sobre ensinar. Seja conhecendo as idéias dos principais teóricos que orientam as práticas de ensino, seja pondo a mão na massa, percebi que ensinar requer comprometimento e doação. Percebi que o professor deve estar sempre interessado em buscar novos horizontes e conhecer outros pontos de vista. Descobri que não há um método ou abordagem infalível, todos eles devem ser olhados com atenção e adequados às realidades de ensino diversas que existem. Ter tido a oportunidade de estar na escola foi especialmente interessante e produtivo. Agora posso dizer que sei como funciona uma aula de inglês na rede pública de ensino. E posso dizer, também,que ensinar e aprender é fascinante.

Grandes Experiências...


Por ter tido a oportunidade de estar neste projeto, participar destas aulas com discusões tão produtivas e estagiar em um colégio, para mim, tão especial, posso dizer que este curso de Letras valeu a pena!

Me fez crecer muito como pessoa e como profissional! Semana passada mesmo estava dizendo a minha mãe que neste projeto tenho adquirido muito mais experiências e conteúdos do que a própria graduação em sí!

Estar em contato com as crianças que tenho trabalhado e o convívio com o Colégio São José me fizeram refletir muito sobre o papel do professor e até passei a ver as aulas de meus professores com outros olhos!

Para mim, este semestre foi uma Aprendizagem Sem Fronteiras!!!!!

domingo, 22 de junho de 2008

Aprendi que tenho muito o que ajudar ...


Neste semestre, mesmo não estando em real contato com a sala de aula, a escola pública, eu aprendi que todos nós temos muito em ajudar esses alunos, a sociedade em si. Através dos relatos das outras meninas, que já estão estagiando e das professoras, fica fácil ver o quanto o ensino no Brasil é problemático e o quanto necessita de ajustes e ajuda! Acredito que o nosso papel dentro dessa realidade é de tentar formar alunos-cidadãos, que não apenas saibam direitinho a matéria, o que vai cair na prova, mas também a serem bons pra sociedade, pessoas que se preocupem com o mundo em que vivem, que possam ter algo de bom a passar para as pessoas.
Aprendi que eu tenho muito o que aprender ainda e muito o que ajudar as pessoas em minha volta.


Como estamos falando de quanto aprendemos e crescemos, coloquei uma foto do meu ultimo aniversario! =)

Tudo é variavel nada é estável!



Neste semestre... aprendi que tudo é variável nada é estável!
Aprendi que muitas vezes é preciso parar, refletir. Nunca temer em recomeçar.
Observar, sentir... podem nos fazer mais humanos.
Que não existe formulas mágicas para o proceso ensino - aprendizagem. Mas que também é um constuir e reconstruir diariamente.

Professor-aluno


A aprendizagem está intimamente relacionada à consciência do aluno. Como aprendiz, nos últimos meses tenho refletido acerca do quanto consciente eu sou no meu processo de aprendizagem. Como uma futura professora percebi que sou uma eterna aprendiz, que deve ser consciente e estar atenta ao porquê estudo determinado assunto e em como aquilo vai contribuir e interferir no momento em que eu for ensinar meus alunos. Tenho aprendido que devo ser crítica na escolha e na elaboração do material didático que irei utilizar, que devo estar atenta ao universo dos alunos com quem irei trabalhar para que a aprendizagem faça sentido para eles. Tenho analisado e refletido a postura dos professores em sua prática de ensino, priorizando entender o processo sem críticar tanto, uma vez que também aprendi que um mesmo professor pode em um dia participar de uma aula muito boa e produtiva e em outro dia contar com problemas que dificultem que essa aula seja tão boa. Também aprendi que os professores tem características próprias quanto à prática de ensino, mas que as leituras e observações podem contribuir muito para que os professores estejam sempre se avaliando, buscando sempre se aperfeiçoar como profissionais. Tomei consciencia de que como futura educadora, tenho um comprometimento com a formação pessoal de meus alunos também.

sábado, 21 de junho de 2008

UM SEMESTRE DE MUITAS EXPERIÊNCIAS, DESAFIOS E TRANSFORMAÇÕES!


Ao longo desses meses tenho no dia a dia do estágio e de nossos encontros me deparado com muitos obstáculos a serem vencidos. Foi muito desafiador para mim trabalhar com crianças entre 10 a 15 anos de idade em uma mesma sala. Vivi momentos de muitas expectativas na primeira aula onde me deparei com aquelas carinhas e passei por um grande mico ao trabalhar com uma música em sala e eles olharem para mim dizendo: professora nos não vamos cantar essa música não, isso é para criança.... ou seja ok... mas tudo vale a pena quando a alma e pequena assim ja dizia o poeta. As crianças de hoje não se consideram mais crianças e as mesmas não possuem maturidade em várias situações do processo de ensino aprendizagem. Foram meses onde aprendi a elaborar material didático para trabalhar em sala, ou seja ainda preciso melhorar muito nesse quesito mas já dei os primeiros passos, aprendi a elaborar um plano de aula em inglês sei que parece ser insignificante para muitos eu relatar isso mas é fundamental para o dia a dia do professor em sala, aprendi a ouvir mais e a me disponibilizar em ajudar as dificuldades daqueles ali em sala de aula que possuem sérios problemas, tanto de aprendizagem como em suas vidas pessoais. Falar sobre a escola pública é muito diferente de vivenciar a realidade da escola pública, essa parceria universidade com escola pública é fundamental, e a participação do professor universitário em sala de aula é barbaro. Porque ele pode auxiliar seus professores- alunos a superarem muitas dificuldades encontradas em todo os sentidos, tenho muito o que aprender ainda mas tenho me espelhado em pessoas que admiro muito nesse trabalho, pessoas que tem muito conhecimento e também muita humildade em desenvolver este trabalho em doar o seu melhor. Passei por momentos também de muita decepção em achar que meu trabalho não estava fluindo, quando você está em uma sala de aula um dia a aula flui de maneira espetacular e você se sente tão especial e no outro tudo pode ser frustrante, alunos que não se interessam pelo conteúdo ministrado e muita indisciplina atrapalha todo o seu planejamento de aula. Neste semestre me deparei com os problemas existentes na vida dos alunos, muitas dificuldades relacionadas a problemas familiares, violência e drogas e nós como educadores não podemos fechar os olhos para essa realidade e sim propor ajuda para essas dificuldades. Cresci muito no meu pessoal no meu emocional e professional. Os desafios não param essa semana estou com a tarefa de desenvolver uma prova com os conteúdos ministrados no bimestre, é algo diferente e fundamental para o processo. Exponho aqui uma imagem que expresa um pouquinho dos meus sentimentos em relação a esse semestre, é dificíl expressar todos os momentos com uma só imagem, mas é dificíl tambem relatar todos os momentos de um semestre com algumas palavras, mas irei tentar nessa frase .... "É gradificante participar desse processo mágico como mediador do ensino de língua inglesa na escola pública". Cláudia.

sexta-feira, 20 de junho de 2008


Aprendi a me conhecer melhor.

Aprendi a lidar com teorias que só conhecia no papel e agora eu tive que colocar no papel com palavras próprias.

Aprendi como não dar uma aula e que uma aula pode ser dada, exposta, construida...

Aprendi que não devo selecionar o melhor material, a minha melhor fala nem a mais alta tecnologia para que a aula seja boa, pois devo conhecer o contexto dos alunos que trabalharei.

Aprendi que conhecendo as necessidades e podendo entrar um pouco no mundo deles, melhores serão a relação professor-aluno e a aula em si.

Aprendi que a construção do conhecimento é o fato mais importante para ambas as partes citadas aqui e que essa construção deve se dar juntamente, tanto pra um quanto pra outro. Pois para o professor, cada dia é um dia de aprendizado também.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Aprendi que há muito o que se aprender...

Nesse semestre posso dizer que aprendi muita coisa, conheci um pouco das teorias e concepções de aprendizagem, terminei meu estágio de observação, li, pensei, refleti e cheguei a uma conclusão, a que não existe uma resposta absoluta para classificar a melhor forma de ensino e aprendizagem, mais nesse caminho o aluno deve ser visto como um dos agentes fundamentais para se construir uma sociedade melhor e diante de uma educação muitas vezes de má qualidade nós futuros professores somos também fundamentais para junto deles mudarmos a história da educação, buscando um ensino melhor que refletirá num país melhor.

terça-feira, 17 de junho de 2008

experiências para hoje, amanhã e para a vida toda!



Ao longo deste semestre, pude me descobrir mais como ser humano. Ao ouvir relatos das alunas sobre suas experiências de estágio nas escolas, percebi que o mundo vai muito mais além do que meus olhos puderam enxergar até o exato momento.

Sinto que cresci como pessoa (e como professora), pois pude ampliar meus horizontes devido às discussões que tivemos durante nossas aulas, e cada fala de cada um dentro daquela sala me fez refletir sobre como quero, posso e devo ser quando começa de fato meu estágio. Com as teorias discutidas sob perspectivas diferentes tive a oportunidade de separar o que, na minha perspectiva, é bom ou ruim.

Tendo essa percepção maior das coisas a meu redor, comecei a observar minha vida dentro da faculdade e fora também, com olhos de quem pode tentar melhorar a vida de alguém simplesmente dando aulas.

O que fazemos hoje, pode significar muita coisa no futuro.
Há o que possa ser feito. um gesto pequeno pode mudar muita coisa.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

E eu? não devo?

Minha gente, postei esta reportagem abaixo, enviada pela Profa. Telma após eu ter lhe contado da reação negativa que a professora do Colégio São José teve ao saber que eu havia visitado, no domingo um dos meus alunos. Para a professora, eu não deveria ter ido até a casa dele. Diz ela que não deveríamos nos envolver com os alunos fora do ambiente escolar, especialmente indo até a casa deles que moram em um lugar tão perigoso.
Discordo. Me senti muito bem após a visita que fiz. Fui muito bem recebida e pretendo voltar!
O que vocês acham?
Se quiserem ver a reportagem na íntegra, acessem:

http://www.cesarcallegari.com.br/taboao/visitas.htm

Olha o exemplo!!!!

PROFESSORES DAS ESCOLAS MUNICIPAIS VISITAM SEUS ALUNOS EM CASA.
A Secretaria Municipal de Educação desenvolve o “Programa de Interação Família Escola” com objetivo de estreitar o relacionamento entre os professores e as famílias dos alunos, melhorando o ensino municipalA Secretaria Municipal de Educação vem realizando um projeto pioneiro, o “Programa de Interação Família Escola”, no qual os professores da Rede Municipal visitam as casas dos seus alunos. O Programa pretende estreitar a relação entre as famílias e a escola, diminuindo a repetência e melhorando o ensino municipal.De acordo com o Secretário de Educação, Cesar Callegari, o programa, além de promover a integração entre a escola e a família, amplia a rede de proteção social dos alunos. “A educação não é só uma tarefa da escola, mas de toda a família, esse canal vai melhorar e muito a educação em Taboão da Serra”, falou o Secretário.O Programa de Interação Família Escola pretende atingir todos os alunos do Ensino Fundamental da Rede Municipal de Ensino. Apesar de optativo, a maioria dos professores já adeiu ao Programa. As visitas são realizadas fora do horário de aula e os professores terão um pró-labore.Para educadora da EMEF Maria Jose Luizetto Buscarini, Lúcia Helena Lacerda, a aproximação da escola com a família ajuda no processo pedagógico. “Conhecendo melhor o mundo de seu aluno fica mais fácil entendê-lo e interferir pedagogicamente. Em todas as visitas que realizei aos meus alunos, fui recebida com muito carinho tanto pelas crianças como pelos pais e me senti valorizada”, falou a educadora, com 17 anos de profissão.“Esse programa é pioneiro e um diferencial na Educação em Taboão da Serra, pois ajudará o professor a conhecer melhor a realidade dos seus alunos”, avaliou a professora Valdiceia Cristo Tabach, da EMEF Profa Dalva Barbosa Lima Janson.
Expectativa- A expectativa do aluno com a presença do professor em sua casa é um denominador comum em todas as escolas. A aluna Gabriela Barreto, da 3ª série da EMEF Maria José Luizetto Buscarini, esperou ansiosamente sua professora na esquina de sua casa. A colega Tainá Maximiano, também da 3a série, mal conseguiu dormir na noite anterior à visita. A aluna Aline Almeida fez questão de mostrar toda a casa e a horta da família para a professora. “Gostei muito de receber a minha professora em casa. Achei esse projeto muito importante, pois o professor pode entender melhor o seu aluno”, falou a menina, que pretende ser professora.Para o metalúrgico Evanilson, pai da aluna Tainá da 3a série, a presença do professor na casa do aluno envolve a família no processo educativo. “Com a visita da professora em minha casa tenho a oportunidade de entender melhor o que acontece na sala de aula e saber mais sobre minha filha”, falou o pai.
O PROGRAMA DE INTERAÇÃO FAMÍLIA ESCOLA do Município de Taboão da Serra, na Grande São Paulo, recebeu um prêmio do PNUD – PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO, órgão da ONU que estimula iniciativas inovadoras no contexto dos objetivos do milênio.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

"[...] Cansei de Escola pública"

Foi esta a frase que meu professor de Filosofia disse anteontem.
Tudo começou na semana passada, quando ele passou 14 questões
que deveriam ser respondidas baseadas em um texto que era para
xerocar. E na próxima aula ele vistaria.
Pois então ele chegou na sala uma semana depois querendo dar nota
a quem fez. Ninguém havia feito. E começou com o sermão.
Ele não queria nem saber qual foi o motivo que eles não fizeram. Mais
ou menos 4 alunos tinham o xerox.
Então, ele deixou (reclamando muito) mostrar no dia seguinte. Sentou
na cadeira e disse "Vou fazer mestrado e dar aula em universidade.
Cansei de escola pública"; "Vou ficar com vinte horas. Vou ganhar
dinheiro com cursinho agora", se referindoa produzir apostilas e ser
bem remunerado (além disso, ele prefere ter a bagunça de um
cursinho e ser bem remunerado, do que "dedicar a escola pública",
como ele disse).
Ontem, cheguei e praticamente toda a sala estava fazendo a tarefa
dele na primeira aula. Ele falou mais, vistou e começou a correção.
No canto direito da sala, onde estava disposta a mesa, ele explicava
sobre o empirismo e a cognição (este último, nada a ver com a matéria,
mas que eu havia perguntado). Enquanto explicava (e decididamente, só
para o pessoal da frente = interessados) outras três meninas conversavam.
Ele pediu que ficassem quietas, para que respeitassem o direito de quem
estava perguntando. Uma retrucou que não estava conversando, e disse
que olhasse para aqueles que estavam dormindo. Poderia ter ficado quieta.
Era melhor que quem não quisesse assistir aula dormisse do que conversar,
porque assim não atrapalhava quem queria aprender. E a sala toda
continuou, reclamando da postura do professor.
Afinal, existe mesmo diferente entre alunos noturnos e matutinos? Pois me
parecem tão imaturos quanto os outros.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

As primeiras impressões...













Há um pouco mais de uma semana, eu comecei a estudar a noite.
E a Elaine comentando segunda sobre nossas impressões, eu pensei
nas quais eu havia pensado antes de começar.
Todo mundo fizeram caras ruins quando estava mudando para
a noite. Ainda assim, achava que não seria tão ruim. Afinal, na grande
maioria, já têm uma vida madura por trabalhar o dia todo. Talvez a
matéria estivesse atrasada, mas meu foco não era esse.
E tudo é diferente. TUDO. Cheguei pontualmente, e não havia
quase ninguém: a maioria chega 15 minutos atrasados.
A política escolar é totalmente diferente em relação a de manhã.
No primeiro dia, tive que preencher uma ficha com alguns dados
para saber quem eu sou, para a direção.
O que você primeiro sente mais falta é a movimentação. As salas estão
sempre quase vazias.
No começo, eu vi e acreditei na carência pelo conhecer. São mais
engajados em sala do que um aluno matutino. Porém, quando o
assunto é 'homework'... Dificilmente alguém faz. Estava tudo
talvez naquele limite do 'tolerável', parecendotudo muito bom, até que...

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Entre medos e esperanças

Começamos hoje a experiência de recompensa das atitudes positivas em sala de aula. Criamos a "molineca", apresentamos a proposta como uma brincadeira em que, ao cumprirem as regras, os alunos serão premiados com bônus que poderão ser trocados ao final do 3o bimestre. Dai, junto com eles, definimos essas regras e, pra começar, cada um recebeu 3 bônus.
Experiências como essa são sempre inquietantes. Por um lado, a gente vê o envolvimento dos alunos e os diferentes modos como eles passam a participar das atividades. Por outro, andamos sobre o fio da navalha com medo de transformarmos a aprendizagem em moeda de troca, sem valor de uso.
Apesar disso, entre tantos medos, frustrações e inseguranças que sentimos ao viver a escola e as salas de aula, inicitivas como esta servem como um sopro de esperança. Ainda que o motivo possa estar, nesse momento, em ganhar bônus que se transformam em moeda de troca depois, há sempre o desejo de que, no processo, os alunos encontrem outras razões como o prazer pela aprendizagem. Tomara!!!

Ensino-aprendizagem

Concepções de Apredizagem para Piaget e Vygotsky
Um dos pontos divergentes entre Piaget e Vygotsky parece estar basicamente centrado na concepção de desenvolvimento. A teoria piagetiana considera-o em sua forma retrospectiva, isto é, o nível mental atingido determina o que o sujeito pode fazer. A teoria vygostkyana, considera-o na dimensão prospectiva, ou seja, enfatiza que o processo em formação pode ser concluído através da ajuda oferecida ao sujeito na realização de uma tarefa.
Enquanto Piaget não aceita em suas provas "ajudas externas", por considerá-las inviáveis para detectar e possibilitar a evolução mental do sujeito, Vygotsky não só as aceita, como as considera fundamentais para o processo evolutivo.
Se em Piaget deve-se levar em conta o desenvolvimento como um limite para adequar o tipo de conteúdo de ensino a um nível evolutivo do aluno, em Vygotsky o que tem que ser estabelecido é uma seqüência que permita o progresso de forma adequada, impulsionando ao longo de novas aquisições, sem esperar a maduração "mecânica" e com isso evitando que possa pressupor dificuldades para prosperar por não gerar um desequilíbrio adequado. É desta concepção que Vygotsky afirma que a aprendizagem vai à frente do desenvolvimento.
Assim, para Vygotsky, as potencialidades do indivíduo devem ser levadas em conta durante o processo de ensino-aprendizagem. Isto porque, a partir do contato com uma pessoa mais experiente e com o quadro histórico-cultural, as potencialidades do aprendiz são transformadas em situações que ativam nele esquemas processuais cognitivos ou comportamentais, ou de que este convívio produza no indivíduo novas potencialidades, num processo dialético contínuo. Como para ele a aprendizagem impulsiona o desenvolvimento, a escola tem um papel essencial na construção desse ser; ela deveria dirigir o ensino não para etapas intelectuais já alcançadas, mas sim, para etapas ainda não alcançadas pelos alunos, funcionando como incentivadora de novas conquistas, do desenvolvimento potencial do aluno.
Concepção de aprendizagem para Skinner
A teoria de B.F. Skinner baseia-se na idéia de que o aprendizado ocorre em função de mudança no comportamento manifesto. As mudanças no comportamento são o resultado de uma resposta individual a eventos (estímulos) que ocorrem no meio. Uma resposta produz uma conseqüência, bater em uma bola, solucionar um problema matemático. Quando um padrão particular Estímulo-Resposta (S-R) é reforçado (recompensado), o indivíduo é condicionado a reagir. A característica que distingue o condicionamento operante em relação às formas anteriores de behaviorismo (por exemplo: Thorndike, Hull) é que o organismo pode emitir respostas, em vez de só obter respostas devido a um estímulo externo.
Skinner era determinista. Em sua teoria não havia nenhum espaço para o livre-arbítrio, pois afirmar que os seres humanos são capazes de livre escolha seria negar sua suposição básica de que o comportamento é controlado pelo ambiente e os genes.

sábado, 7 de junho de 2008

Reflita!

"Um mau cirurgião fere 1 pessoa de cada vez. Um mau professor fere 130."
Ernest Boyer, Presidente, Carnegie Foundation for Advancement of Teaching

segunda-feira, 2 de junho de 2008

5 de Junho - Dia Internacional do Meio Ambiente


O Dia Mundial do Meio Ambiente é comemorado em 5 de junho. A data foi recomendada pela Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente, realizada em 1972, em Estocolmo, na Suécia. Por meio do decreto 86.028, de 27 de maio de 1981, o governo brasileiro também decretou no território nacional a Semana Nacional do Meio Ambiente. Proponho esta crônica que muito tem a nos ensinar sobre ecologia:

“O QUE NÃO FAZER”

A esposa de um fazendeiro detestava cobras. Um dia, suplicou ao marido que desse um fim às peçonhentas. O homem, não querendo contrariá-la, prontamente determinou o extermínio de todo e qualquer vestígio de ofídios na fazenda. O que foi feito.

A colheita seguinte não rendeu um décimo da anterior. Em sonho, desesperado, suplicou a Deus que o perdoasse. Imaginava que aquela miséria de safra era castigo divino por ter dado fim aos animais. Também em sonho, o Criador lhe respondia:
- “Não o castiguei, nem perdoei. Apenas, deixei que a natureza seguisse seu curso”.

Ora, o curso natural é simples: cobras engolem sapos. Sem elas, os sapos aumentam em número. E, sapos engolem insetos. Assim, quanto mais sapos, menos insetos. Diversos insetos são polinizadores e, sem eles, há plantas que não se reproduzem.

Moral da história: menos cobra, menos safra! Assim funciona o mundo natural.

O que tem a ver cobra com safra? Tudo! Em verdade, tudo tem a ver com tudo. Entretanto, a humanidade não pensa dessa forma. Primeiro, acredita que a natureza é infinita, com recursos inesgotáveis. Segundo, imagina que existem espécies úteis e outras completamente inúteis. Terceiro, conclui que, entre as espécies úteis, os humanos são mais úteis que as outras.

O século XX foi saudado como a era em que a tecnologia e o progresso industrial seriam capazes de satisfazer as necessidades materiais, restabelecer a paz social, reduzir as desigualdades.

Nos últimos 50 anos, a produção mundial de grãos triplicou, a quantidade de terras irrigadas para a agricultura duplicou, o número de automóveis passou de 500 milhões, o mesmo acontecendo a televisores, geladeiras, chuveiros elétricos, lavadoras, secadoras, computadores, celulares, microondas, fax, videocassetes, CDs, parabólicas, isopor, descartáveis, transgênicos e outras invenções. As riquezas produzidas, nesse período, quintuplicaram.

Mas, também nos últimos 50 anos, o mundo perdeu 20% de suas terras férteis e 20% de suas florestas tropicais, com milhares de espécies ainda nem conhecidas. O nível de gás carbônico aumentou 13%, foram destruídas 3% da camada de ozônio, toneladas de materiais radioativos foram despejadas na atmosfera e nos solos, os desertos aumentaram, rios e lagos morreram por causa da chuva ácida ou de esgotos domésticos e industriais.

Maravilha-nos esse progresso, mas as gerações futuras talvez lamentem o quanto se destruiu para isso. Enquanto hoje o ser humano tem mais bens, é mais pobre em recursos naturais. A tecnologia nos dá a falsa impressão de que estamos no controle. Por isso, é bonito ser moderno. Feio é ser natural.

Porém, a tecnologia é ruim quando nos afasta da natureza. Só mudaremos isso quando nos reaproximarmos do mundo natural. Afinal, embora uns ainda não aceitem, o homem é natureza.

Hoje é o Dia Mundial do Meio Ambiente. Não há data melhor para começar aquilo que o resto das espécies vivas esperam que façamos. Afinal, o que não fazer, já sabemos desde há muito. Vamos começar! O mundo será, com certeza, melhor.

Autor: Luiz Eduardo Cheida