quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Sozinho
eu explico: nada passou de um combinado, ou seja, ninguém iria!
É simples, a professora de biologia, que teria duas aulas na sexta, avisou
que não poderia ir por conta de compromissos.
Aí, na quinta, todos combinaram (menos COMIGO, claro e nem teria aceito)
que ninguém ia na sexta. Em pleno ano letivo. E fechamento de nota.
Então na sexta eu fui, e mesmo sabendo que ninguém ia estar lá, disposto
a fazer minhas atividades pendentes.
E ACREDITAM QUE NO FINAL DA HISTÓRIA EU QUE PASSEI COMO LOUCO?!
só espero que exista uma solução nessa nova escola do século XXI.
sábado, 22 de novembro de 2008
Mais um ano....novas experiências...
Foi um ano cheio de descobertas, novas experiências e decepções...
Entendi, convivendo e aprendendo sobre as deficiências, que podemos superar nossas dificuldades...que na vida simplesmente reclamar do que não está bom, não faz com que isso mude...
Pude aprender que na vida tudo acontece para que possamos aprender e crescer enquanto seres humanos..aprendi a enxergar o mundo com outros olhos, olhos de quem precisa nada menos que tato para enxergar o que, talvez para nós que possuidores da visão, mesmo estando na nossa frente não conseguimos perceber.
Tive uma grande experiência de poder conviver com pessoas que acreditam que o mundo é possivel para todos. Agradeço aos coordenadores do curso de Braille que nos (Eu, Heloisa, Mariana Pirassol e Marlana) deram a oportunidade de aprender um pouco mais sobre a "arte" do Braille e da vida dos deficiêntes visuais.
Espero que ano que vem, mesmo sendo nosso último ano, possamos mergulhar de cabeça em outros cursos que nos ajudam a crescer.
Agradeço a todos a oportunidade de poder crescer.
Bjoks
=D
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
When dumbocracy get's in our way...
“Rules are made to be followed”. If that’s so, how come we are here fighting so bad to “change the world” putting ourselves into the daring position of saving it. So, I am, from this moment on, assuming a position of rule breaker. Does it mean I’m being too extreme? Maybe… yeah… why not? There are so many wrong and extremes things going on out there and people are doing jack about it. Ok… so now, that makes me the messiah? Nah… Everybody here is trying to break something even though we’re not sure what that is… I’m just coming out of the closet (if you don’t get the joke I’m not the one to be blamed). Summing it up, as far as I’m concerned, rules are MENT to be BROKEN.Let’s start with dumbocracy... Yeah, more rules. Those rules input into educational institutions for example. They are not just getting in the way. They are also making it easy. Easy? Yeah easy. Easy for who? Easy for anybody to get into a university, and easy to an incompetent professional to get out of college with, a college degree. All you need are grades. GRADES. Thanks the lord grades aren’t a knowledgeometer, other wise I’d be f… in a very bad position right now. Anyway…
I’m told that I’m a top mark student. I’m told I was supposed to be a top marks student once my English is “one of the best” (not my words I promise) and I can’t get marks if I don’t do my homework like everybody else. Then again, who decides what I am or am not supposed to be?
While my grades were heading towards a dark and low plane of existence, the classes I led were amazing and my English was never better. For that, I failed in two subjects. One I gave up, because it was a too good course to be done just to get the grades and hour that I needed. The other one was a too boring class to attend.
Now I have free time in my hands. Yeah yeah right… I wish… Now I have more time to prepare my classes, while my classmates spend an entire month preparing a couple of them in that amazing subject that I unfortunately failed for being absent (what a lost). It would be ok, really, I’m an adult I deal with the consequences of my actions. If only dumbocracy wasn’t in my way.
When me and my colleagues decided to actually do something good as teachers, the nice professor – the one that failed me – who, by the way, had nothing to do with the thing, decided that we couldn’t. There were too many laws involved. Now I’m a blown off English teacher/student, and there could be so many students we could have helped, we were willing to. But thanks to the rules we aren’t helping anybody… or that would be, thanks to my professor’s ego? I told so… IT IS all about power. I do have my power, a very special and good one, and hell will freeze before I bend my power to some one else’s will. As much as they think they are better, once they have been studying for so long.
It’s time for us to use our powers, to develop a power, to break everything, to bring chaos and evolution (hauhauhauha I’m just kidding about that last… or maybe I’m not… it is, really, up to you to decide it). Let’s start becoming what we expected our teachers to be in the past, and stop getting comfortable with the good grades, they don’t mean we are good. And if we are not good, we will get out of here just as good teachers as the teachers we complained so much when we got here in the first place. DON’T BEND YOUR POWER.
By Isaq-Q
domingo, 2 de novembro de 2008
A partir da visita do professor Diego Muñoz, percebi que, apesar da dificuldade, os alunos conseguem pronunciar as palavras de uma forma inteligível, portanto, acredito ser possível investirmos mais tempo nesta habilidade lingüística, a qual muitas vezes é relegada à segundo plano.
Um problema bem crítico que notei nos alunos, é a famosa CÓPIA. Organizei
perguntas para que os alunos fizessem como trabalho valendo nota. Ao corrigí-los, observei que alguns poucos alunos fizeram e a maioria copiou, sendo que as perguntas eram pessoais. Comentei a situação com as professoras Simone e Alice e, esta última me disse que isso é muito freqüente entre os alunos e que qualquer forma de avaliação deve ser feita em sala, no estilo de prova. Por conseguinte, deixei à cargo da professora Alice, a qual decidirá o que fazer com os trabalhos.
Bem, em meio a fracassos e vitórias, seguimos nossa caminhada em busca de criativas e efetivas maneiras de solucionarmos os problemas que ainda persistem no meio educacional.
sábado, 25 de outubro de 2008
Movimento Belinati NÃO

Só para contar que participei de seis dos outros protesto na cidade.
E tenho a dizer que aprendi muito. Agora estou com uma injeção de
ânimo muito boa. Tudo porque a maioria são jovens.
Mas ao mesmo tempo, dava para ver nos opositores do nosso movimento
o quão desprivilegiados eles são. Realmente não se mede o quanto de necessidade
eles passam e ainda pedir que não votem no populista. Ligando tudo isso, no final é
assim que eu estou vendo a escola do século XXI no Brasil: libertadora.
As pessoas não têm mais autonomia sobre si.
Mas o problema é: como ajudar se eles não entendem o porquê? como driblar
os governos corruptos que não investem em educação por pura vontade de
se manter no poder, de conseguir manter sua dominação sobre os desprivilegiados?
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
What are you laughing at?
Introdução:
Caro professor,
Iniciamos mais um ano letivo, 2008, e colocamos novamente em prática, um projeto ousado, mas não inovador. A secretaria de Educação do Estado de São Paulo, bem como seus alunos, tem certeza de que com sua ajuda e seu empenho, esse projeto terá excelentes resultados.
Parágrafo I: Da necessidade da Avaliação.
A avaliação se faz necessária como meio norteador do ensino-aprendizagem. Dessa maneira, o aluno que é avaliado passa por algumas etapas para que este demonstre seu desempenho em relação ao conteúdo desenvolvido em sala de aula e fora dela. Assim, mostrar-se-á o empenho, a preocupação e o efetivo trabalho do professor dentro da sala – com o desenvolvimento intelectual de seus alunos - assim como da Unidade Escolar, que integra a sua comunidade, levando pais, membros da comunidade, grêmio estudantil e os outros que formam, de maneira verdadeira, à gestão democrática.
Parágrafo II: Da distribuição dos critérios avaliativos e das notas.
Art1: Ao aluno que sai de sua residência com a intenção de se dirigir à escola, ou seja, aquele aluno se desloca de seu logradouro, é passível de critério avaliativo, pois no momento de saída há uma intencionalidade na busca pelo saber, dessa forma, o professor deve se utilizar do conceito 5,0 para atribuir de forma sistematizada um conceito que demonstre o comprometimento e a intenção do educando em aprender.
Art2: Ao aluno que saio de seu logradouro e adentrou os portões da unidade escolar deve se utilizar, o professor, do conceito 6,0, pois este educando corrobora a intenção primária do aprender, pois, além do deslocamento o aprendiz adentra a instituição de ensino procurando, de forma clara, se integrar na comunidade escolar e dela participar.
Art3: Ao aluno que, já dentro da unidade escolar, escolhe adentrar em qualquer sala de aula*, também é passível de critério avaliativo, e neste caso, o professor deve, de uma maneira objetiva e clara, se utilizar do conceito 7,0, pois o aluno está demonstrando de forma progressiva que há uma necessidade, uma vontade e principalmente uma intencionalidade do aprender, da busca pelo saber do educando.
* São considerados sala de aula: As quadras poli - esportivas, o grêmio estudantil, a sala de informática e a biblioteca.
Art4: Este artigo prevê o uso do sistema avaliativo dentro da sala de aula. Dessa forma, o professor, deve se utilizar do conceito 8,0 ao aluno que responder verbalmente ou com um simples aceno a chamada numérica ou nominal. Caso o aluno não compreenda, é dever do educador que solicite ao educando, de forma branda, seu R.A (registro do Aluno) para que este se torne conhecido e haja, necessariamente, a inclusão do sujeito no meio acadêmico. Cumprindo assim, uma etapa que corrobora a intenção do educando na busca pelo aprender.
Art5: É sancionado o direito do conceito 9,0 àquele aluno que, em qualquer momento da aula, realizar perguntas de quaisquer naturezas; gestos, acenos, movimentos de cabeça e/ou tentativas prelúdicas que confirmem sua intencionalidade ao ensino-aprendizagem.
Art6: Ao educando que, responder, mesmo com um aceno de cabeça, com balbuciar de palavras ou com um simples “não sei” a qualquer questão de qualquer natureza realizado pelo docente é, de forma sistemática, atribuído o conceito máximo, ou seja, 10,0, pois confirma-se assim, o empenho e a intencionalidade primária daquele educando que, desde um primeiro momento, se deslocou de sua residência com a intenção de participar do meio da comunidade escolar.
Este, caro professor, é o Sistema Avaliativo do Estado de São Paulo, que está em vigor desde que a política educacional brasileira visa à formação de uma nação voltada ao consumismo, a inversão de valores, e a usurpação do direito de ser realmente um cidadão no pleno sentido da palavra, ou seja, aquele que pensa que articula e reflete sobre as questões de sua comunidade escolar, de sua cidade, estado, pais e do mundo. Formando assim uma vasta massa que ignorantes comanda por uma excurralha.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Realmente os desafios não são poucos. É preciso que nós, educadores, estejamos cientes do papel que a educação de fato ocupa na sociedade. Seria a educação mera formalidade? Ou seria uma poderosa ferramenta de transformação ? Acredito que o envolvimento sistemático de pais, educadores, alunos, sociedade e instituições de ensino poderá definir qual papel deixaremos a educação ocupar em nossa sociedade. As palavras ao lado podem ser importantes na hora de se pensar na formação dos profissionais da educação. É uma meta audaciosa, porém( na minha opinião) possível.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Mosaico
É curioso como os sentimentos flutuam e se transformam na prática de viver intensamente a escola e a vida. Hoje estou assim: pedaços, fragmentos, partículas sem forma.E relendo as últimas 4 ou 5 postagens percebo o quanto nossas emoções vão mediando e dando sentido às experiências singulares que cada um tem vivido no projeto, seja na escola como professor, como observador ou como aluno. São conquistas, desafios, dificuldades e incertezas mediados pelas diferenças de quem somos e de como fomos ontem, a semana passada, há 8 meses quando iniciamos esse blog.
Eu fiquei pensando o que dizer sobre o papel da escola para o século XXI e entendi que ainda não recriamos a escola do século passado. Falamos em criar "cidadãos", mas uns devem ser mais cidadãos que outros. Falamos em formar pessoas críticas, mas uns devem ser mais pensadores do que outros. Falamos em preparar profissionais, mas uns devem ser mais bem sucedidos do que outros. Aos nossos filhos, o conhecimento. Aos filhos do outro, os diplomas. Aos nossos filhos, informações sobre o mundo, sobre a história, sobre a linguagem. Aos filhos do outro, terminar o livro didático. Aos nossos filhos, inglês preparatório pro First. Aos filhos do outro, leitura instrumental (seja explorando gênero ou na forma clássica). Aos nossos filhos, universidades públicas. Aos filhos do outro, mais diplomas. Aos nossos filhos, profissão. Aos filhos do outro, trabalho.
Na escola "real" de 2008, o aluno é aquele que o professor não deseja encontrar, com quem ele não tem prazer em interagir, aquele que ele prefere não reprovar pra não ter que conviver de novo no próximo ano.
O tom ácido dessa reflexão vem da experiência do conselho de classe. Ainda que eu tenha ficado satisfeita em ouvir os professores dizendo "eu estou muito feliz com a 6a E. Eles melhoraram tanto comigo", não dá pra esconder a frustração de saber que aquele que deveria ser o motivo do nosso trabalho é tratado como alguém a quem não se ama. Então, ouvi coisas assim:
_ Ele compensa reprovar. Já reprovou alguma vez? Compensa reprovar.
_ Esse vai ter no máximo um segundo grau pra trabalhar de mecânico ou numa borracharia.
_ O [nome do aluno] não consegue comigo. Comigo ele não consegue. Precisa de 7,4. Ele não consegue.
_ A [nome da aluna] não enxerga o estudo como caminho. O negócio dela vai ser outro e bem outro.
Essa é a escola pública que fazemos. Sua missão tem sido a de marginalizar os marginalizados e de fazer fracassar os que têm poucas chance de sucesso. A escola pública do século XXI é essa que vê o aluno (aquele que não é nosso filho, ou sobrinho, ou primo, ou vizinho) como incapaz, "limitado", cheio de debilidades e impossibilidades. É uma escola que prepara o filho do borracheiro para ser boracheiro e o filho do médico (que não está na escola pública frequentada pela grande maioria das crianças do nosso país) pra ser médico.
Não dá pra pensar a escola assim. Acho que precisamos mesmo pensar que democracia e liberdade se constróem somente quando todos podem ser.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Eles têm muito mais a nos ensinar do que nós a eles...
Bom, pretendo compartilhar com vocês mais outras exeperiências e, continuo dizendo que este projeto tem sido uma Aprendizagem Sem Fronteiras.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Como somos diferentes!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Romper fronteiras é difícil
Que nunca imaginava que aconteceria, que jamais esperaria
uma conduta tão diferente de professor-escola...
Em aula de história, meu professor retomava o assunto sobre
o imperialismo, e eu pedi que ele explicasse porque era muito
importante para mim 'pois é minha matéria específica'.
A resposta dele foi, por que não dizer, grosseira. Simplesmente disse
que 'se eu mudei para a noite achando que teria a mesma matéria
e me preparando para o vestibular, eu estava muito errado'; 'essa não
era a política da escola. Lá ,na proposta do ensino para o noturno, mostra
que não somos focados para uma aula tão específica'.
Eu fiquei REALMENTE muito sem graça. Muito ofendido.
Depois me perguntou 'o que eu achava disso' e para dizer ao resto da sala.
Claro que não quis falar.
Sou eu quem devo questionar primeiro ou ele que vê/viu isso quando
viu a proposta da escola? Há algum problema em romper fronteiras? Os
alunos do noturno não têm capacidade de aprender algo 'tão específico'?
Mas fiquei muito mais impressionado porque ele é um professor bastante
crítico. Ele tinha conteúdo a relacionar com história, não deixava e nem deixa,
nós ficarmos somente no que a história diz.
E a que custo eu vou ter que sofrer com isso? Eu fico sem ter aquela aula 'espetacular'?
Agora questiono sobre a mentalidade em que, no caso, a minha escola está sustentando-se.
Como a Simone faz referência no texto dela, eu ainda não consigo entender por quê se mantém
essa estrutura burocrática.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
noites entre dias
Parece que os alunos começam a se acostumar com nossa presença lá. Hoje eles chegavam e ao invés de irem se sentar, vinham primeiro nos cumprimentar: Hi teacher! Bom dia, teacher! Bom dia, professora. Adoro estar com eles, por mais que nossos progressos pareçam pequenos. Hoje nas duas turmas consegui ensinar os alunos a expressarem e entenderem ações que aconteceram no passado. As perguntas tangiam sua realidade, suas possibilidades. Eles davam suas próprias respostas, várias delas nada livrescas. Fico feliz com isso. A turma que não rendera nada na aula passada hoje rendeu consideravelmente. O Cristiano Ronaldo (eu o chamo de Cris) parecia bem mais calmo e cooperativo.
Na quinta há prova de inglês -- é a prova do calendário escolar que a professora-regente tem de cumprir, não ousa não fazê-lo e eu penso que seria um atrevimento questionar a necessidade de cumpri-lo. Interesso-me pela aprendizagem e pelo envolvimento dos alunos. Hoje, enquanto passávamos aquela lista de verbos, alguns alunos liam com desdém, com deboche. Outros liam bem. Eu insisti na boa pronúncia por parte deles e eles viam que eu olhava para eles enquanto pronunciávemos a lista em voz alta. Parece que o olho-no-olho com cada aluno faz com que ele perceba que me importo com a aprendizagem deles, de cada um. Por isso, a tendência foi a de capricharem mais e mais a cada verbo pronunciado... Parece uma tolice, mas é língua inglesa tomando espaços da sala de aula.
Quando respondiam às perguntas, geralmente utilizavam o tempo verbal incorreto para expressar o passado. Assim, a lista dos verbos ajudou muito, foi didática, porque eu mostrava toda vez de onde vinha a forma verbal para expressar o passado.
Disse aos alunos que eles podem usar a lista no dia da prova, pois o que importa não é a decoreba imediata. É preciso que saibam como a língua funciona, que tenham esse domínio de conhecimento, e que usem a língua. Penso que estou e estamos lá para ajudar os alunos a se expressarem em inglês e não para cobrar um conhecimento que até hoje não foi exigido em situações de uso da linguagem. Dar nota é de menor importância, assim como fazer prova. Avaliamos nossas ações, nossos frangos, bolas-na-trave e gols no dia-a-dia.
Preciso começar a preparar a prova dos alunos para quinta. bjs.
Um desafio inconstante....
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Um tempo para escrever
De agosto para cá tenho trabalhado com Marta, aluna do projeto, e com uma professora de um grande colégio da rede pública. O resumo de nosso trabalho e de minha aprendizagem é o seguinte:
- Temos estado todas as terças e quintas no colégio. Começamos assistindo aulas e a professora gradualmente passou a solicitar a minha participação. Embarcando no trem em movimento, eu me vi questionando que aula eu ajudava a concretizar, quando um texto já havia sido todo traduzido em casa pelos alunos?
- Faltei dia apenas e tanto a Marta quanto a professora deram pela minha falta.
- Observamos dificuldades dos alunos para fazer um exercício de ordenar frases. Os alunos não faziam o exercício ou exercício algum. Fiz uma adaptação ao exercício durante a aula com poucos alunos. Deu certo, mas não atingi a todos. Pedi ajuda à Marta, que ajudou. O tempo foi pouco e os alunos eram muitos.
- Marta preparou os exercícios de ordenação de frase, então, de modo que os alunos pudessem fazer suas tentativas em menos tempo. Isso levou-lhe um trabalho enorme. Eu ajudei com a formatação dos arquivos e com o fornecimento de material (impressão e papel-cartão colorido). O material foi entregue à professora-regente, que não o utilizou).
-Na semana terça passada a professora pediu para eu fazer um exercício com os alunos. Era em inglês e requeria compreensão literal do texto. Ela disse que nunca o fazia porque os alunos não têm língua suficiente. Para surpresa de todos, alguns alunos haviam feito corretamente o exercício e responderam em inglês. Para saber se haviam entendido o exercício (porque haviam dado a resposta em inglês), eu fiz perguntas paralelas em inglês, explorando a mesma estrutura e apostando no conhecimento prévio de vocabulário dos alunos, estes todos ligados a fatos de conhecimento de sua faixa etária. Finalizei com perguntas escritas sobre algo da vida dos alunos. Eram quatro perguntas, contextualizadas. Eles responderam com conteúdo, com que eu vibrei. Havia problemas de domínio da língua para expressar que as ações aconteceram no passado. Então eu expliquei isso rapidamente. A professora-regente disse que ela costumeiramente iria traduzir tudo, passar tudo para os alunos, motivo pelo qual ela pulava o exercício. Perguntei à Marta se havia aprendido algo naquela aula, e ela disse que aprendera e gostara muito, porque não pensava que fosse possível dar uma aula de inglês em inglês.
As aulas da quinta foram outra lição, mas de outro tipo. Enquanto em uma turma tudo correu bem e todos estavam engajados e participativos, a outra aula foi quase um total fracasso. Eu pensava que pedindo para copiar do quadro aquilo que a turma anterior havia trabalhado estaria poupando uns dez minutos da aula. Nada disso. Mal copiavam e então eu não podia dar início à aula. Pensei se apagava tudo e começava de novo, mas isso banalizaria quem já estava copiando...
Um aluno questionava por que não cobrávamos pela cópia e trazíamos tudo pronto. Marta e eu havíamos preparado o material da aula para usar na tv pendrive. A professora-regente não salvou os arquivos no pendrive e o meu não abria. Diante do imprevisto, adaptamos a aula no muque e isso funcionou com uma turma. Aprendi que é preciso termos mais de uma turma para termos parâmetros e para não desistirmos à primeira tentativa frustrada.
No meio da aula da segunda turma, havia um garoto que não deixava o outro em paz. Tentei falar com ele e ele se comportava cada vez mais pior. Até que vi naquele rosto semelhança com o craque Cristiano Ronaldo. Falei com ele: Por que um rapaz tão bonito quanto o Cristiano Ronaldo não participa/se interessa pela aula. Enquanto alguns deram suas risadinhas, ele próprio bem que gostou da comparação. Incrivelmente, passou a copiar o conteúdo do quadro.
Era uma lista de verbos.
O propósito era trabalhar a pronúncia, demonstrar as formas que os verbos assumem em diferentes tempos, e seu significado, para, então, passarmos a exercícios para expressão e compreensão de ações da vida pessoal dos alunos, que aconteceram nos últimos tempos e no final de semana.
Hoje, segunda-feira, Marta, a professora-regente e eu nos encontramos no colégio no horário de preparação de aulas da professora. Decidimos sobre o que faremos amanhã e o que prepararemos para a prova, que será na quinta. Juntas, escrevemos os exemplos que serão utilizados nas atividades. Dei carona pra Marta, que já tá com bolhas no pé de tanto andar, pois vem a pé de casa até o colégio. Eu vim pra casa digitar tudo e enviei para as duas... Fiquei de providenciar parte do material para amanhã pela UEL...
Está corrido demais e eu tenho me achado freqüentemente sem energia para dar conta de todas as minhas atividades fora do projeto. Adoro o que estou fazendo, mas me sinto dividida e cansada com as minhas outras tarefas.
Marta expressou o mesmo hoje. Ela não conseguiu ainda ler os textos que todos do projeto deveriam ler...
Nosso trabalho no colégio mostra que estar lá uma vez por semana não é suficiente. Nem a professora quer isso. Ela nos quer lá todas as terças e quintas, para termos continuidade no trabalho.
Penso que mudança, se alguma, decorre de lonnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnngo tempo de colaboração, sem interrupções no fluxo de trabalho.
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
O Ensino Médio Noturno: Um Novo Olhar
Em sumo, funcionou com a participação de professores, pedagogos, e qualquer pessoa que tivesse ligação com o EM, inclusive representantes de cada turma, algo que considero inédito.
E eu me indiquei (porque ninguém se interessou, a não ser pelo fato que não teria aula hoje) esperando que contribuições esses representantes poderiam levar para essa 'mesa redonda', onde estaria se discutindo o futuro do ensino médio do ano seguinte. A principal proposta dessa iniciativa da SEED, organizada em todas as escolas que dispunham de aula a noite, é combater os índices altíssimos de evasão escolar e de desinteresse por parte dos alunos.
Bom, primeiro recebemos dois textos juntos para refletir em questões que estavam juntas. O texto, montado pelo Departamento de Educação Básica, trazia muitas reflexões baseadas em teóricos como Saviani, Kuenzer, Arroyo e Gramsci fazendo uma linha histórica da escola no período noturno... Gostaria de comentá-las em algum momento.
No começo da mesa redonda, curiosamente, os alunos de disporam no lado esquerdo da sala e os professores e direção no centro e na direita... Tivemos também a presença de um aluno da graduação do curso de Ciências Sociais. A primeiro momento, fizemos a leitura do texto, pensando eu no quão rebuscado estaria para os outros alunos presentes. Encerrada a leitura, os professores começaram a discutir sobre os problemas... Não me sentia com vontade de falar.
Dando uma geral do que foi essa reunião; achei que a presença do futuro-sociólogo foi de extrema importância e infelizmente não devidamente aproveitada, pois ele tinha uma bagagem teórica, inclusive na área de ensino, muito boa. Eu tentei divagar pelos 'campos sociológicos', na proposta de lutar contra os valores de escola, de professor, de ensino-aprendizagem, que os alunos têm. Ainda que pareça utópico, não consigo ver outra solução: incentivos também, na sua grande parte, não estão dando conta do nosso perfil de novo aluno.
No que só ficou decidido, eu classifico como incentivos... será que realmente vamos ter um progresso? Quais são as reais necessidades de um aluno do noturno? Claro que essas decisões foram basicamente sistematizadas pelos outros alunos... Mudanças como aulas germinadas, merenda no intervalo, atraso do horário de entrada...
Os professores tanto reclamaram da postura dos alunos, mas não ouvi nenhuma sugestão de como trabalhar com o senso crítico dos alunos.
Como tirar o aluno do papel passivo? Como transformá-lo em um agente transformar da realidade? Como fazê-lo compreender isso?
Eu digo, com certeza, que muita audácia e dedicação terão que ser empenhados nesse processo de des-alienação dos alunos. Fácil assim, não será.
domingo, 13 de julho de 2008
Durante alguns cinco anos eu participei de uma instituição religiosa, onde naquela época eu a frequentava quase que todos os dias. Lá eu aprendi muita coisa, porém sem muitos questionamentos...
Hoje é domingo, estou de férias e fui à igreja com uma amiga. Naquele momento, simplesmente me peguei analisando e refletindo sobre tudo, as pessoas, a decoração da igreja, as atitudes das pessoas e principalmente na pessoa que ministrou a palavra de Deus e o que esse professor disse e como disse.
Eu prefiro não julgar a igreja ou as pessoas, porque acima de tudo eu acredito em Deus e cabe a Ele julga-los, mais sem dúvida nenhuma hoje eu tenho uma nova visão de religião/igreja e é bem diferente de antes. Eu acredito que essa visão é melhor, devido a tudo que eu aprendi...
"Não se conformem com o padrão deste mundo, mais transforme-o pela renovação da suas mentes" Romanos12;2
quarta-feira, 2 de julho de 2008
The freedom writers...

“É por isso que se pode definir a Filosofia da Educação
como o esforço para o desvendamento/construção
do sentido da educação no contexto do sentido da
existência humana, em sua totalidade.”
Antônio Joaquim Severino
domingo, 29 de junho de 2008
" Gostaria de voar, mas não tenho asas"

Os passáros são o maior símbolo de liberdade e um dos animais que mais me encanta. Na tarde em que fui surprendida por este bando no campus em frente do pinguin. Conversava sobre como será depois? Depois que nos formarmos?.
Eu não tenho respostas, apenas espectativas e medos.
Realmente não sei como será, e o que mais tem me apavorado é o medo do que posso me torna ao ver que muito do que se fala e cre não é o que realmente acontece. Tenho medo de cair em uma ápatia espiritual, talvez já tenha caido. Tenho tentado vooar em menho a tempestade, mas confesso está sendo dificíl.
Me lembro do dia que passei no vestibular de como fui tomada de euforia, do primeiro dia de aula, da procura de projetos... era tudo mágico, sonhos, espectativas de como será quando eu entrar e já não for mais a aluna, professora.
De como encarei uma proposta de estágio no 2 ano, foi realmente um presente, aprendi o quanto a afetividade e confiança podem romper barreiras para se aprender. Mais ideologias e sonhos. A entrada no projeto Aprendizagem, ouvia tudo atenciosamente, me apaixonei por mais ideologias.
Cheguei ao 3 ano com o meu coração imundado de sonhos e ideologias de gigantes, ao qual tenho tentado me espelha a cada dia. Mas também no 3 ano tive parte do castelo quebrado, chorei ao ver que é preciso mais para se criar ideologias e preciso pratica-las.
Hoje me vejo estática, e o quanto preciso para ser realmente uma professora. Reflito sobre minha prática no estágio e me sinto triste, me vejo como parte daquilo que nós criticamos nas teorias de ensino. Que o desempenho dos alunos que venho acompanhado no São José poderia ter sido melhor talvez, se eu tivesse trabalhado mais algumas coisas aqui, ali. De como me sinto apreensiva a cada reunião com a Prof Ana Maria, - O que será que ela vai ir contra agora...; mas também o quanto tenho apreendido com ela.
E de como meu olhar mudou nesse caminha... " Gostaria de voaar, mas não tenho asas".
Então me lembro da parábola da Àguia, e tento busca força para atravessar este ano...
sábado, 28 de junho de 2008
O mecanismo cartesiano!

de uma casa, um ser.
Sem conseguir os tijolos, fico sem alicerces. Ou se acho
que alguns já me bastam, a aparência me engana e tudo
a qualquer momento pode ruir.
todas as peças, os tijolos, que juntos, farão uma
casa bem construída.
Mas é tão comodista buscarmos o que está tão próximo,
tão fácil.
ESTÁ AÍ, JUNTE O CONHECIMENTO!
Não despreze aquilo que não lhe pareça inútil. Talvez
a falta de um simples prego, ou um pequeno parafuso,
podem trazer à tona tudo que você já construiu.
Cada peça é importante.
E então? Como eu convenço meu aluno de que ele
precisa do meu tijolo para construir a sua casa?!
Para Isaque.
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Freedom Writters - Escritores da Liberdade (download)
OPÇÃO 1: Filme em rmvb (que pode ser reproduzido pelo media player classic) com legenda
em português já embutida.
tamanho: 352 MB
download
OPÇÃO 2: Filme em avi, com legenda separada. Qualidade maior, recomendado para quem
pretende grava-lo pra reprodução em DVD.
tamanho: 701 MB
download: parte 1
parte 2
parte 3
parte 4
parte 5
parte 6
parte 7
legenda
programas necessários:
WinRar, para descompactar os arquivos (é necessário que você tenha as sete partes no
computador, porque ao decodificar ele une todos. ele não decodifica só uma parte sem
as outras).
Media Player Classic, FFDShow e outros plugins, para instalação de alguns plugins que
permitem a execução de alguns formatos, como o avi, rmvb, etc; também instala
um programa que permite unir a legenda na hora da exibição no computador.
Para quem for gravar em DVD, talvez não seja necessário baixá-lo, mas é um pacote
muito bom para tê-lo no computador.
Caso alguém queira gravar em DVD, é preciso também um conversor de vídeo que
transforme .avi ou .rmvb em dvd. Eu uso o WinAvi com um serial (é um programa
pago), mas tem o Media Coder, que quando usei uma vez, achei complicado demais
de mexer. Porém o WinAvi, no momento da conversão em dvd, ele já embute as
legendas. Quando ao Media Coder...
Qualquer dúvida ou problema, só me mandar um e-mail (hp_vinicius@hotmail.com)
Créditos: CyberFilmes e Foxmovies
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Sou uma bolha!

O novo

Grandes Experiências...
domingo, 22 de junho de 2008
Aprendi que tenho muito o que ajudar ...

Neste semestre, mesmo não estando em real contato com a sala de aula, a escola pública, eu aprendi que todos nós temos muito em ajudar esses alunos, a sociedade em si. Através dos relatos das outras meninas, que já estão estagiando e das professoras, fica fácil ver o quanto o ensino no Brasil é problemático e o quanto necessita de ajustes e ajuda! Acredito que o nosso papel dentro dessa realidade é de tentar formar alunos-cidadãos, que não apenas saibam direitinho a matéria, o que vai cair na prova, mas também a serem bons pra sociedade, pessoas que se preocupem com o mundo em que vivem, que possam ter algo de bom a passar para as pessoas.
Aprendi que eu tenho muito o que aprender ainda e muito o que ajudar as pessoas em minha volta.
Como estamos falando de quanto aprendemos e crescemos, coloquei uma foto do meu ultimo aniversario! =)
Tudo é variavel nada é estável!

Professor-aluno

A aprendizagem está intimamente relacionada à consciência do aluno. Como aprendiz, nos últimos meses tenho refletido acerca do quanto consciente eu sou no meu processo de aprendizagem. Como uma futura professora percebi que sou uma eterna aprendiz, que deve ser consciente e estar atenta ao porquê estudo determinado assunto e em como aquilo vai contribuir e interferir no momento em que eu for ensinar meus alunos. Tenho aprendido que devo ser crítica na escolha e na elaboração do material didático que irei utilizar, que devo estar atenta ao universo dos alunos com quem irei trabalhar para que a aprendizagem faça sentido para eles. Tenho analisado e refletido a postura dos professores em sua prática de ensino, priorizando entender o processo sem críticar tanto, uma vez que também aprendi que um mesmo professor pode em um dia participar de uma aula muito boa e produtiva e em outro dia contar com problemas que dificultem que essa aula seja tão boa. Também aprendi que os professores tem características próprias quanto à prática de ensino, mas que as leituras e observações podem contribuir muito para que os professores estejam sempre se avaliando, buscando sempre se aperfeiçoar como profissionais. Tomei consciencia de que como futura educadora, tenho um comprometimento com a formação pessoal de meus alunos também.
sábado, 21 de junho de 2008
UM SEMESTRE DE MUITAS EXPERIÊNCIAS, DESAFIOS E TRANSFORMAÇÕES!

sexta-feira, 20 de junho de 2008

quinta-feira, 19 de junho de 2008
Aprendi que há muito o que se aprender...
Nesse semestre posso dizer que aprendi muita coisa, conheci um pouco das teorias e concepções de aprendizagem, terminei meu estágio de observação, li, pensei, refleti e cheguei a uma conclusão, a que não existe uma resposta absoluta para classificar a melhor forma de ensino e aprendizagem, mais nesse caminho o aluno deve ser visto como um dos agentes fundamentais para se construir uma sociedade melhor e diante de uma educação muitas vezes de má qualidade nós futuros professores somos também fundamentais para junto deles mudarmos a história da educação, buscando um ensino melhor que refletirá num país melhor.terça-feira, 17 de junho de 2008
experiências para hoje, amanhã e para a vida toda!
Sinto que cresci como pessoa (e como professora), pois pude ampliar meus horizontes devido às discussões que tivemos durante nossas aulas, e cada fala de cada um dentro daquela sala me fez refletir sobre como quero, posso e devo ser quando começa de fato meu estágio. Com as teorias discutidas sob perspectivas diferentes tive a oportunidade de separar o que, na minha perspectiva, é bom ou ruim.
Tendo essa percepção maior das coisas a meu redor, comecei a observar minha vida dentro da faculdade e fora também, com olhos de quem pode tentar melhorar a vida de alguém simplesmente dando aulas.
O que fazemos hoje, pode significar muita coisa no futuro.
Há o que possa ser feito. um gesto pequeno pode mudar muita coisa.
sexta-feira, 13 de junho de 2008
E eu? não devo?
Discordo. Me senti muito bem após a visita que fiz. Fui muito bem recebida e pretendo voltar!
O que vocês acham?
Se quiserem ver a reportagem na íntegra, acessem:
http://www.cesarcallegari.com.br/taboao/visitas.htm
Olha o exemplo!!!!
A Secretaria Municipal de Educação desenvolve o “Programa de Interação Família Escola” com objetivo de estreitar o relacionamento entre os professores e as famílias dos alunos, melhorando o ensino municipalA Secretaria Municipal de Educação vem realizando um projeto pioneiro, o “Programa de Interação Família Escola”, no qual os professores da Rede Municipal visitam as casas dos seus alunos. O Programa pretende estreitar a relação entre as famílias e a escola, diminuindo a repetência e melhorando o ensino municipal.De acordo com o Secretário de Educação, Cesar Callegari, o programa, além de promover a integração entre a escola e a família, amplia a rede de proteção social dos alunos. “A educação não é só uma tarefa da escola, mas de toda a família, esse canal vai melhorar e muito a educação em Taboão da Serra”, falou o Secretário.O Programa de Interação Família Escola pretende atingir todos os alunos do Ensino Fundamental da Rede Municipal de Ensino. Apesar de optativo, a maioria dos professores já adeiu ao Programa. As visitas são realizadas fora do horário de aula e os professores terão um pró-labore.Para educadora da EMEF Maria Jose Luizetto Buscarini, Lúcia Helena Lacerda, a aproximação da escola com a família ajuda no processo pedagógico. “Conhecendo melhor o mundo de seu aluno fica mais fácil entendê-lo e interferir pedagogicamente. Em todas as visitas que realizei aos meus alunos, fui recebida com muito carinho tanto pelas crianças como pelos pais e me senti valorizada”, falou a educadora, com 17 anos de profissão.“Esse programa é pioneiro e um diferencial na Educação em Taboão da Serra, pois ajudará o professor a conhecer melhor a realidade dos seus alunos”, avaliou a professora Valdiceia Cristo Tabach, da EMEF Profa Dalva Barbosa Lima Janson.
Expectativa- A expectativa do aluno com a presença do professor em sua casa é um denominador comum em todas as escolas. A aluna Gabriela Barreto, da 3ª série da EMEF Maria José Luizetto Buscarini, esperou ansiosamente sua professora na esquina de sua casa. A colega Tainá Maximiano, também da 3a série, mal conseguiu dormir na noite anterior à visita. A aluna Aline Almeida fez questão de mostrar toda a casa e a horta da família para a professora. “Gostei muito de receber a minha professora em casa. Achei esse projeto muito importante, pois o professor pode entender melhor o seu aluno”, falou a menina, que pretende ser professora.Para o metalúrgico Evanilson, pai da aluna Tainá da 3a série, a presença do professor na casa do aluno envolve a família no processo educativo. “Com a visita da professora em minha casa tenho a oportunidade de entender melhor o que acontece na sala de aula e saber mais sobre minha filha”, falou o pai.
O PROGRAMA DE INTERAÇÃO FAMÍLIA ESCOLA do Município de Taboão da Serra, na Grande São Paulo, recebeu um prêmio do PNUD – PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO, órgão da ONU que estimula iniciativas inovadoras no contexto dos objetivos do milênio.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
"[...] Cansei de Escola pública"
Tudo começou na semana passada, quando ele passou 14 questões
que deveriam ser respondidas baseadas em um texto que era para
xerocar. E na próxima aula ele vistaria.
Pois então ele chegou na sala uma semana depois querendo dar nota
a quem fez. Ninguém havia feito. E começou com o sermão.
Ele não queria nem saber qual foi o motivo que eles não fizeram. Mais
ou menos 4 alunos tinham o xerox.
Então, ele deixou (reclamando muito) mostrar no dia seguinte. Sentou
na cadeira e disse "Vou fazer mestrado e dar aula em universidade.
Cansei de escola pública"; "Vou ficar com vinte horas. Vou ganhar
dinheiro com cursinho agora", se referindoa produzir apostilas e ser
bem remunerado (além disso, ele prefere ter a bagunça de um
cursinho e ser bem remunerado, do que "dedicar a escola pública",
como ele disse).
Ontem, cheguei e praticamente toda a sala estava fazendo a tarefa
dele na primeira aula. Ele falou mais, vistou e começou a correção.
No canto direito da sala, onde estava disposta a mesa, ele explicava
sobre o empirismo e a cognição (este último, nada a ver com a matéria,
mas que eu havia perguntado). Enquanto explicava (e decididamente, só
para o pessoal da frente = interessados) outras três meninas conversavam.
Ele pediu que ficassem quietas, para que respeitassem o direito de quem
estava perguntando. Uma retrucou que não estava conversando, e disse
que olhasse para aqueles que estavam dormindo. Poderia ter ficado quieta.
Era melhor que quem não quisesse assistir aula dormisse do que conversar,
porque assim não atrapalhava quem queria aprender. E a sala toda
continuou, reclamando da postura do professor.
Afinal, existe mesmo diferente entre alunos noturnos e matutinos? Pois me
parecem tão imaturos quanto os outros.
quarta-feira, 11 de junho de 2008
As primeiras impressões...

segunda-feira, 9 de junho de 2008
Entre medos e esperanças
Experiências como essa são sempre inquietantes. Por um lado, a gente vê o envolvimento dos alunos e os diferentes modos como eles passam a participar das atividades. Por outro, andamos sobre o fio da navalha com medo de transformarmos a aprendizagem em moeda de troca, sem valor de uso.
Apesar disso, entre tantos medos, frustrações e inseguranças que sentimos ao viver a escola e as salas de aula, inicitivas como esta servem como um sopro de esperança. Ainda que o motivo possa estar, nesse momento, em ganhar bônus que se transformam em moeda de troca depois, há sempre o desejo de que, no processo, os alunos encontrem outras razões como o prazer pela aprendizagem. Tomara!!!
Ensino-aprendizagem
Enquanto Piaget não aceita em suas provas "ajudas externas", por considerá-las inviáveis para detectar e possibilitar a evolução mental do sujeito, Vygotsky não só as aceita, como as considera fundamentais para o processo evolutivo.
sábado, 7 de junho de 2008
Reflita!
segunda-feira, 2 de junho de 2008
5 de Junho - Dia Internacional do Meio Ambiente

O Dia Mundial do Meio Ambiente é comemorado em 5 de junho. A data foi recomendada pela Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente, realizada em 1972, em Estocolmo, na Suécia. Por meio do decreto 86.028, de 27 de maio de 1981, o governo brasileiro também decretou no território nacional a Semana Nacional do Meio Ambiente. Proponho esta crônica que muito tem a nos ensinar sobre ecologia:
“O QUE NÃO FAZER”
A esposa de um fazendeiro detestava cobras. Um dia, suplicou ao marido que desse um fim às peçonhentas. O homem, não querendo contrariá-la, prontamente determinou o extermínio de todo e qualquer vestígio de ofídios na fazenda. O que foi feito.
A colheita seguinte não rendeu um décimo da anterior. Em sonho, desesperado, suplicou a Deus que o perdoasse. Imaginava que aquela miséria de safra era castigo divino por ter dado fim aos animais. Também em sonho, o Criador lhe respondia:
- “Não o castiguei, nem perdoei. Apenas, deixei que a natureza seguisse seu curso”.
Ora, o curso natural é simples: cobras engolem sapos. Sem elas, os sapos aumentam em número. E, sapos engolem insetos. Assim, quanto mais sapos, menos insetos. Diversos insetos são polinizadores e, sem eles, há plantas que não se reproduzem.
Moral da história: menos cobra, menos safra! Assim funciona o mundo natural.
O que tem a ver cobra com safra? Tudo! Em verdade, tudo tem a ver com tudo. Entretanto, a humanidade não pensa dessa forma. Primeiro, acredita que a natureza é infinita, com recursos inesgotáveis. Segundo, imagina que existem espécies úteis e outras completamente inúteis. Terceiro, conclui que, entre as espécies úteis, os humanos são mais úteis que as outras.
O século XX foi saudado como a era em que a tecnologia e o progresso industrial seriam capazes de satisfazer as necessidades materiais, restabelecer a paz social, reduzir as desigualdades.
Nos últimos 50 anos, a produção mundial de grãos triplicou, a quantidade de terras irrigadas para a agricultura duplicou, o número de automóveis passou de 500 milhões, o mesmo acontecendo a televisores, geladeiras, chuveiros elétricos, lavadoras, secadoras, computadores, celulares, microondas, fax, videocassetes, CDs, parabólicas, isopor, descartáveis, transgênicos e outras invenções. As riquezas produzidas, nesse período, quintuplicaram.
Mas, também nos últimos 50 anos, o mundo perdeu 20% de suas terras férteis e 20% de suas florestas tropicais, com milhares de espécies ainda nem conhecidas. O nível de gás carbônico aumentou 13%, foram destruídas 3% da camada de ozônio, toneladas de materiais radioativos foram despejadas na atmosfera e nos solos, os desertos aumentaram, rios e lagos morreram por causa da chuva ácida ou de esgotos domésticos e industriais.
Maravilha-nos esse progresso, mas as gerações futuras talvez lamentem o quanto se destruiu para isso. Enquanto hoje o ser humano tem mais bens, é mais pobre em recursos naturais. A tecnologia nos dá a falsa impressão de que estamos no controle. Por isso, é bonito ser moderno. Feio é ser natural.
Porém, a tecnologia é ruim quando nos afasta da natureza. Só mudaremos isso quando nos reaproximarmos do mundo natural. Afinal, embora uns ainda não aceitem, o homem é natureza.
Hoje é o Dia Mundial do Meio Ambiente. Não há data melhor para começar aquilo que o resto das espécies vivas esperam que façamos. Afinal, o que não fazer, já sabemos desde há muito. Vamos começar! O mundo será, com certeza, melhor.
Autor: Luiz Eduardo Cheida

