quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Romper fronteiras é difícil

Hoje aconteceu algo bastante diferente comigo.
Que nunca imaginava que aconteceria, que jamais esperaria
uma conduta tão diferente de professor-escola...

Em aula de história, meu professor retomava o assunto sobre
o imperialismo, e eu pedi que ele explicasse porque era muito
importante para mim 'pois é minha matéria específica'.
A resposta dele foi, por que não dizer, grosseira. Simplesmente disse
que 'se eu mudei para a noite achando que teria a mesma matéria
e me preparando para o vestibular, eu estava muito errado'; 'essa não
era a política da escola. Lá ,na proposta do ensino para o noturno, mostra
que não somos focados para uma aula tão específica'.
Eu fiquei REALMENTE muito sem graça. Muito ofendido.
Depois me perguntou 'o que eu achava disso' e para dizer ao resto da sala.
Claro que não quis falar.
Sou eu quem devo questionar primeiro ou ele que vê/viu isso quando
viu a proposta da escola? Há algum problema em romper fronteiras? Os
alunos do noturno não têm capacidade de aprender algo 'tão específico'?
Mas fiquei muito mais impressionado porque ele é um professor bastante
crítico. Ele tinha conteúdo a relacionar com história, não deixava e nem deixa,
nós ficarmos somente no que a história diz.
E a que custo eu vou ter que sofrer com isso? Eu fico sem ter aquela aula 'espetacular'?

Agora questiono sobre a mentalidade em que, no caso, a minha escola está sustentando-se.
Como a Simone faz referência no texto dela, eu ainda não consigo entender por quê se mantém
essa estrutura burocrática.

Um comentário:

Kilda disse...

Que lamentável não Vinicius? Infelizmente professores são seres humanos e temos tantos tipos de seres humanos, não é mesmo?