Se na semana passada saí da sala com a sensação de mais atrapalhar o ritmo escolar do que contribuir para a educação e aprendizagem dos alunos, hoje tudo coube nas tão rápidas aulas de inglês das turmas de primeiro col. De algum modo a designação -H- diante de uma turma mostra quantas turmas a separam da turma -A-. Essa distância, no final das contas, é desimportante, porque não houve dia igual a outro nesse tempo de nossas inserções no colégio...
Parece que os alunos começam a se acostumar com nossa presença lá. Hoje eles chegavam e ao invés de irem se sentar, vinham primeiro nos cumprimentar: Hi teacher! Bom dia, teacher! Bom dia, professora. Adoro estar com eles, por mais que nossos progressos pareçam pequenos. Hoje nas duas turmas consegui ensinar os alunos a expressarem e entenderem ações que aconteceram no passado. As perguntas tangiam sua realidade, suas possibilidades. Eles davam suas próprias respostas, várias delas nada livrescas. Fico feliz com isso. A turma que não rendera nada na aula passada hoje rendeu consideravelmente. O Cristiano Ronaldo (eu o chamo de Cris) parecia bem mais calmo e cooperativo.
Na quinta há prova de inglês -- é a prova do calendário escolar que a professora-regente tem de cumprir, não ousa não fazê-lo e eu penso que seria um atrevimento questionar a necessidade de cumpri-lo. Interesso-me pela aprendizagem e pelo envolvimento dos alunos. Hoje, enquanto passávamos aquela lista de verbos, alguns alunos liam com desdém, com deboche. Outros liam bem. Eu insisti na boa pronúncia por parte deles e eles viam que eu olhava para eles enquanto pronunciávemos a lista em voz alta. Parece que o olho-no-olho com cada aluno faz com que ele perceba que me importo com a aprendizagem deles, de cada um. Por isso, a tendência foi a de capricharem mais e mais a cada verbo pronunciado... Parece uma tolice, mas é língua inglesa tomando espaços da sala de aula.
Quando respondiam às perguntas, geralmente utilizavam o tempo verbal incorreto para expressar o passado. Assim, a lista dos verbos ajudou muito, foi didática, porque eu mostrava toda vez de onde vinha a forma verbal para expressar o passado.
Disse aos alunos que eles podem usar a lista no dia da prova, pois o que importa não é a decoreba imediata. É preciso que saibam como a língua funciona, que tenham esse domínio de conhecimento, e que usem a língua. Penso que estou e estamos lá para ajudar os alunos a se expressarem em inglês e não para cobrar um conhecimento que até hoje não foi exigido em situações de uso da linguagem. Dar nota é de menor importância, assim como fazer prova. Avaliamos nossas ações, nossos frangos, bolas-na-trave e gols no dia-a-dia.
Preciso começar a preparar a prova dos alunos para quinta. bjs.
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