quinta-feira, 12 de junho de 2008

"[...] Cansei de Escola pública"

Foi esta a frase que meu professor de Filosofia disse anteontem.
Tudo começou na semana passada, quando ele passou 14 questões
que deveriam ser respondidas baseadas em um texto que era para
xerocar. E na próxima aula ele vistaria.
Pois então ele chegou na sala uma semana depois querendo dar nota
a quem fez. Ninguém havia feito. E começou com o sermão.
Ele não queria nem saber qual foi o motivo que eles não fizeram. Mais
ou menos 4 alunos tinham o xerox.
Então, ele deixou (reclamando muito) mostrar no dia seguinte. Sentou
na cadeira e disse "Vou fazer mestrado e dar aula em universidade.
Cansei de escola pública"; "Vou ficar com vinte horas. Vou ganhar
dinheiro com cursinho agora", se referindoa produzir apostilas e ser
bem remunerado (além disso, ele prefere ter a bagunça de um
cursinho e ser bem remunerado, do que "dedicar a escola pública",
como ele disse).
Ontem, cheguei e praticamente toda a sala estava fazendo a tarefa
dele na primeira aula. Ele falou mais, vistou e começou a correção.
No canto direito da sala, onde estava disposta a mesa, ele explicava
sobre o empirismo e a cognição (este último, nada a ver com a matéria,
mas que eu havia perguntado). Enquanto explicava (e decididamente, só
para o pessoal da frente = interessados) outras três meninas conversavam.
Ele pediu que ficassem quietas, para que respeitassem o direito de quem
estava perguntando. Uma retrucou que não estava conversando, e disse
que olhasse para aqueles que estavam dormindo. Poderia ter ficado quieta.
Era melhor que quem não quisesse assistir aula dormisse do que conversar,
porque assim não atrapalhava quem queria aprender. E a sala toda
continuou, reclamando da postura do professor.
Afinal, existe mesmo diferente entre alunos noturnos e matutinos? Pois me
parecem tão imaturos quanto os outros.

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