domingo, 1 de junho de 2008

Fugir ou ficar?


Entrei aqui para postar o pôster que finalizamos semana passada às pressas para podermos participar do II Salão de Extensão da UEL. Encontrei o último texto postado. De Kilda. Oh, dear... você está chocada! Espero que este projeto não a deixe deprê! Confesso que há muitos anos, no colégio que estudei, a professora me disse, e eu já era orientadora de estágio, que alunos vinham drogados para a escola ou que cheiravam cocaína na sala de aula, no turno da manhã. Perguntei como a escola atuava nesses casos e vi que a escola também está totalmente sem estrutura para lidar com isso. Há várias faces nesse problema: a face emocional, afetiva; e a face física, biológica; e a face social. É natural que reajamos com nosso coração e que fiquemos tristes, perplexas, inconformadas com tal situação de uso de drogas pelos jovens na escola. É horrível ver um jovem acabar com sua saúde e comprometer sua vida, seu futuro, por conta disso. É também horrível sentir medo, porque isso era o que a professora disse que sentia. Sentir medo de ser atacada, de não conseguir proteger seus alunos de um outro sob efeitos de drogas. O que fazer? Pela minha própria estória de vida, chorar é algo que precisamos fazer, mas que, ao final, nos deixa tão, tão vazias, que somente restam duas alternativas: fugir ou ficar. Sei que fugir não adianta, porque o problema continua. Então, fico. Ficamos. Fiquemos. Se temos algo em nós que possa ser útil a outros, usemos. Sejamos úteis. Os alunos que vêm pra aula não têm escolha, têm? Mesmo com o problema do uso de drogas adentrando as escolas, lá estão os alunos que tradicionalmente dependem do professor. Penso que inglês se torna matéria irrelevante perto dos problemas sociais que afligem as pessoas. Mas até para isto servimos: para manter viva a esperança desses alunos no futuro, em dias melhores, em vida mais justa. Quando seu sofrimento for menor, talvez possamos pensar em formas de atuarmos para transformar essa realidade, para não ignorarmos o problema de uso de drogas por alunos, e, juntamente com pais, alunos, professores, direção da escola, promotoria pública e universidade, fazermos algo. A maioria dos alunos espera por nós, or por alguém. Agora vou postar o pôster. Amanhã abre outra semana! Bjs.



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