Uma reportagem da revista Veja do dia 20 de fevereiro do corrente ano me fez questionar muito sobre a atual situação de nossas escolas.
A reportagem, intitulada “A melhor escola do mundo”, relata como a Finlândia criou com medidas simples e focadas no professor, o mais invejado sistema educacional. Este país apostou em duas bases de qualquer sistema educacional:
A primeira é o currículo amplo, que inclui o ensino de música, arte e pelo menos duas línguas estrangeiras. A segunda é a formação de professores. O título de mestrado é exigido até para os educadores do ensino básico. Dar ênfase à qualidade dos professores foi um dos primeiros passos da reforma educacional que o país implementou a partir dos anos 70, e é nesse quesito que a Finlândia mais tem a ensinar ao Brasil. Quarenta anos atrás, metade da população finlandesa vivia na zona rural. A economia era dependente das flutuações do preço da madeira, já que 55% das exportações vinham da indústria florestal. Além dos bosques que cobrem 75% do território, o país só tinha a oferecer sua mão-de-obra barata. Os finlandeses emigravam em massa para vizinhos ricos, como a Suécia, em busca de melhores condições de vida. Preocupados com a má qualidade das escolas públicas, os pais estavam transferindo os filhos para instituições privadas de ensino. Em alguns desses aspectos, a Finlândia se parecia com o Brasil. A reforma educacional colocou a qualificação dos professores a cargo das universidades, com duração de cinco anos. Hoje, a profissão é disputadíssima (só 10% dos candidatos são aprovados) e usufrui grande prestígio social (é a carreira mais desejada pelos estudantes do ensino médio).
Assim podemos voltar a discussão da nossa última reunião: Qual será a solução para tantos os problemas em nosso ensino? Seria necessário “reinventar” o ensino ou focar na formação do professor?
3 comentários:
intão..... neh ... hauhauah.. realmente ... da pra parar mais umas duas vezes em questões conceituais e perceber que talvez o nosso sonho não esteja tão distante assim.... apesar de q ... é... pensando melhor esse argumento da pano pra muita manga ... impossível discutir sobre isso aqui hauhauahu
a gente quer acreditar que pode mudar o mundo sozinho, mas super herói só em hq. pra ficarmos entre os 20 melhores sistemas educacionais desse mundo ainda temos que comer muito feijão e ver muito investimento público nessa tarefa. como diz a matéria, esse é um processo que começou em 70 na finlândia e só agora deu frutos. Será que nossos políticos conseguem pensar em propostas que não sejam pra próxima campanha???
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