
segunda-feira, 31 de março de 2008
Day of the Earth

O professor como um GUERREIRO...

domingo, 30 de março de 2008
um pouco de mim...
Primeira lição para os educadores... de: Rubens Alves
Hesse era apaixonado pela educação. Declarou que, de todos os assuntos culturais, era o único que lhe interessava. Mas o curioso é que, ao mesmo tempo, ele sentia um horror pelas escolas - lugar onde as crianças eram deformadas. Nós dois poderíamos ter sido amigos. Sentimos igual. A educação é a paixão que queima dentro de mim. E, no entanto, olho para as escolas com desconfiança...
Estremeço quando me dizem que há entrevistadores de televisão e de jornais à minha espera. Sei, de antemão, a primeira pergunta que vão me fazer. "O que é que o senhor acha da educação no Brasil?" A pergunta é banal porque eles já esperam uma resposta estereotipada. Querem que eu denuncie a falta de verbas, a condição de indigência dos professores, o mau aproveitamento dos alunos, etc. Mas isso, todo mundo já sabe. É um equívoco pensar que com mais verbas a educação ficará melhor, que os alunos aprenderão mais, que os professores ficarão mais felizes. Como é um equívoco pensar que, com panelas novas e caras, o mau cozinheiro fará comida boa. Educação não se faz com dinheiro. Se faz com inteligência. E aí, frustrando as expectativas dos entrevistadores, eu falo sobre coisas lindas que estão acontecendo por esse Brasil afora, no campo da educação. Porque o fato é que, a despeito de todas as coisas ruins e andando na direção contrária, há professores que amam os seus alunos e sentem prazer em ensinar.
Não há nada que tenha ocupado tanto o meu pensamento quanto a educação. Não acredito que exista coisa mais importante para a vida dos indivíduos e do país que a educação. A democracia só é possível se o povo for educado. Mas ser educado não significa ter diploma superior. Significa ter a capacidade de pensar. Diplomas somente atestam que aqueles que os têm são portadores de um certo tipo de conhecimento. Mas ser portador de um certo tipo de conhecimento não é saber pensar. É ter arquivos cheios de informações. Nossas universidades são avaliadas pelo número de artigos científicos que seus cientistas publicam em revistas internacionais em línguas estrangeiras. Gostaria que houvesse critérios que avaliassem nossas universidades por sua capacidade de fazer o povo pensar. Para a vida do país, um povo que pensa é infinitamente mais importante que artigos publicados para o restrito clube internacional de cientistas.
É muito fácil continuar a repetir as rotinas, fazer as coisas como têm sido feitas, como todo mundo faz. As rotinas e repetições têm um curioso efeito sobre o pensamento: elas o paralisam. A nossa estupidez e preguiça nos levam a acreditar que aquilo que sempre foi feito de um certo jeito deve ser o jeito certo de fazer. Mas os gregos sabiam diferente: sabiam que o conhecimento só se inicia quando o familiar deixa de ser familiar; quando nos espantamos diante dele; quando ele se transforma num enigma. "O que é conhecido com familiaridade", diz Hegel, "não é conhecido pelo simples fato de ser familiar".
Dediquei grande parte da minha vida ao ensino universitário e tive muitas experiências boas. Mas a sensação que tenho é que, nas universidades, já é tarde demais. Os costumes e as rotinas já estão por demais sacralizados. Aqui o processo de deformação a que se referiu Hesse já atingiu um ponto irreversível. Sinto o mesmo que sentiu Joseph Knecht, no final de sua vida. Quero voltar às origens. Quero me encontrar com o pensamento no momento mesmo em que ele nasce.
Gostaria que vocês lessem de novo aquilo que escrevi no meu último artigo "Animais de corpo mole". Comecei, como Piaget, dos moluscos, animais de corpo mole que têm de fazer conchas para sobreviver. Usei os moluscos como metáforas do que acontece conosco, animais de corpo mole que, à semelhança dos moluscos, temos também de fazer casas para sobreviver. Toda a atividade humana é um esforço para construir casas. Casas são o espaço conhecido e protegido onde a vida tem maiores condições de sobreviver. Espaço familiar. Piaget sugeriu que o corpo deseja transformar o espaço que o rodeia numa extensão de si mesmo. Esse espaço, extensão do corpo, é a nossa casa. Da necessidade de construir uma casa surge a ciência dos materiais, a física mecânica, a hidráulica, o conhecimento e o domínio do fogo. Da necessidade de comer surgem as ciências das hortas e da agricultura. Da necessidade estética de beleza surge a ciência da jardinagem. Da necessidade de viajar para caçar e comerciar surge a ciência dos mapas, a geografia. Da necessidade de navegar surge a astronomia. E assim vai o corpo, expandindo-se cada vez mais, para que o espaço desconhecido e inimigo ao seu redor se transforme em espaço conhecido e amigo. Até mesmo o universo... Se os homens olharam para os céus e pensaram astronomia e astrologia é porque viram a abóbada celeste e as estrelas como o grande telhado do mundo. O universo é uma casa. Karl Popper, no prefácio ao seu livro "A Lógica da Investigação Científica", diz da inspiração original da ciência (por oposição àqueles que a pensam como a produção quantitativa de artigos a serem publicados em revistas internacionais) que ela procurava compreender o universo onde vivemos. Era preciso conhecer essa casa enorme onde moramos para nos sentirmos em casa. Um universo que se conhece é um universo que faz sentido. "Quanto a mim", ele diz, "estou interessado em ciência e em filosofia somente porque eu desejo saber algo sobre o enigma do mundo no qual vivemos e o enigma do conhecimento que o homem tem deste mundo. E eu creio que somente um reavivamento no interesse desses enigmas pode salvar as ciências e a filosofia das estreitas especializações e de uma fé obscurantista nas habilidades especiais dos especialistas e no seu conhecimento e autoridade pessoais."
"O enigma do conhecimento que o homem tem deste mundo": é nesse ponto que a filosofia da educação tem o seu início. Onde nasce o nosso desejo de conhecer? Para que conhecemos? Como conhecemos? Essas são as questões que me preocupam. E é por isso que estou interessado no conhecimento, no momento exato do seu nascimento. Quero vê-lo nascendo, como uma criança sai do corpo da mulher. O conhecimento dos moluscos e de outros animais sobre a arte de construir casas nasce com eles. Mas não nasce conosco. Nascemos ignorantes. Que forças nos arrancaram da ignorância? Que poder penetrou no corpo mole do homem e o engravidou, transformando-o num pensador? Que poder foi esse que transformou o cérebro em útero? E que forças o ajudam a nascer?
Para se ter resposta a essas perguntas basta observar esse milagre acontecendo na vida de uma criança.
Primeira lição para os educadores: A questão não é ensinar as crianças. A questão é aprender delas. Na vida de uma criança a gente vê o pensamento nascendo - antes que a gente faça qualquer coisa...
Rubens Alves é educador, escritor psicanalista e professor emérito da Unicamp
O professor como uma ponte...
Para mim o professor se encontra na simbologia da ponte: ele possui a missão de levar as pessoas ao caminho/ objetivo traçado. Não acredito na imagem do professor como o único detentor do saber mas acredito que seja uma ligação para despertar e estimular o saber de outrem. E o professoor deve ser como a ponte que liga e não como o muro que separam, é preciso um alicer-se firme para que não venha ocilar. Por essa ponte passará e passarrão pessoas, vidas que contribuiram para que o alicerse seja cada dia mais recalcado com amor e devoçã.Mas por mais estática que possaparece a ponte há vida em torno dela... O professor deve ser humano...
"Os homens estão construindo um número excessivo de muros e um número insuficiente de pontes". (De JCDecaux, empresa da França.)
O professor deve ser revolucionário...

pois ele deve sempre estar buscando novos conhecimentos e mesmo que não saiba algo, ele deve sempre estar pronto e apto a aprender. Deve sempre surpreender seus alunos com novidades e, por isso não achar que é o detentor do conhecimento, pois como já foi discutido em reuniões, sabemos que o professor não sabe tudo e nunca saberá pois sempre aprenderá. Revolucionar deve ser o desejo de todos.
O professor como semente ...
O professor como um Pai de família!

Na foto estou junto de uma pessoa essencialmente importante em minha vida, meu herói, meu exemplo de força e bondade! Meu irmão Eurico!
A professora como.....uma AVÓ.

Um professor deve ser e ter as mesmas atitudes de uma avó.
Uma avó sabe amar todos seus netos sem distinção! Compreende o modo de ser de cada neto e o considera como se fosse único! Sabe manter a ordem dentro de casa e faz de tudo para que não haja conflitos! Assim é minha avó Terezinha. Mulher sábia, guerreira e carinhosa. Sabe ter paciência e ser atenciosa com todos seus 12 netos.
Assim deve ser um professor...
Um professor deve saber conciliar o ensino e a aprendizagem.
Um professor deve respeitar a individualidade de cada aluno sem qualquer distinção ou comparação entre eles.
Um professor deve compreender as dificuldades da turma e ser paciente para auxiliá-los.
Um professor deve cativar seus alunos respeitando-os e ganhando o respeito deles.
Ser professor(a) é ser um pouco pai/mãe e fazer parte da formação de seus alunos.
Na foto, eu e minha primas com nossa avó querida!
sábado, 29 de março de 2008
O professor deve ser uma: BOLA

Todo o que ele faz está espelhado em sua forma (esférica e perfeita).
Quanto mais forte é o impacto dos obstáculos que tentam fazer um professor desistir, mais alto ele vai.
Podemos encontrar vestígios da existência de um professor desde o núcleo de um átomo até a grandeza de um planeta.
sexta-feira, 28 de março de 2008
O professor deve ser...

quinta-feira, 27 de março de 2008
Meu cantinho...
quarta-feira, 26 de março de 2008
TRANSFORMAÇÃO.

ESTÁGIO...
terça-feira, 25 de março de 2008
A metáfora de ser professor

Já achei que ser professor era ser um artista no palco tentando fazer o melhor show da sua vida dia após dia. Também cheguei a pensar que o professor era um alpinista, buscando atingir os picos mais altos da sabedoria humana.
Hoje acho que ser professor é ser um eterno leitor. É ter que ler livros, muitos livros; livros de teorias sobre ensino e aprendizagem e, além de tudo, livros que contam estórias de vida.
Esta foto é uma parte da minha estante de livros de onde aprendo cada dia que passa um pouco mais sobre minha missão de formar indivíduos enquanto formo a mim mesma.
segunda-feira, 24 de março de 2008
Quarteto letrado
domingo, 23 de março de 2008
GREAT WEEK FOR YOU !!!!!

Pensamentos.
Uma Manhã Especial ...
Realmente
Confesso que quando me percebi em meio a uma aula de verdade, senti um discreto desconforto . Fiquei sem saber se sentava, levantava ou saía correndo dali. Passados os primeiros (e tensos) minutos, pude desfrutar a sensação de sentir na pele a realidade de um professor de inglês de escola pública. Mesmo tendo percebido que, de fato, não é tarefa das mais simples, fiquei com a impressão de que é possível fazer a diferença mesmo a despeito da incredulidade. As relações humanas constituem parte indissociável do ofício do professor. Essas relações precisam estar fundamentadas na cordialidade, respeito mútuo e confiança para que o trabalho do professor possa ser bem aproveitado. O espaço físico da escola é agradável, o número de alunos por turno é reduzido o que parece gerar um sentimento de proximidade entre professores, alunos e funcionários. As minhas primeiras impressões foram boas e as minhas expectativas são as melhores.
sexta-feira, 21 de março de 2008
Brasil....
HAPPY EASTER
segunda-feira, 17 de março de 2008
CAMINHAR COM O OUTRO
O Aprendiz
Antes de qualquer coisa o professor é um aprendiz, um eterno aprendiz. O sucesso da aprendizagem está intimamente relacionado com o ambiente em que se aprende, com a as práticas de estudo e com o reflexo de com quem se aprende.
Nesse momento se faz extremamente importante refletir a questão de que professor e aluno são aprendizes constantes e "dependentes" um do outro, uma vez que a prática do professor de hoje influenciará a postura do futuro professor, logo, é de suma importância que os cursos formadores de professores se preocupem em conscientizar o aprendiz do quanto suas próprias crenças de ensino e também as crenças com as quais os mesmos têm contato, podem ser determinates em contextos de ensino e aprendizagem.
O aprendiz deve ter concentração, dedicação e consciência, afinal, a troca de experiência e conhecimento entre os aprendizes deve deve se dar da melhor maneira possível e para isso é necesária a participação de ambos.
domingo, 16 de março de 2008
Acreditar e fazer
Conhecer as próprias crencas e as implicacões das mesmas sobre a maneira de agir enquanto professor, parece ser um bom primeiro passo no longo caminho a ser percorrido rumo ao objetivo de otimizar o processo de ensino/aprendizagem.
quinta-feira, 13 de março de 2008
O Ateliê do Artista
“O Ateliê do Artista” é uma tela de Jean Vermeer, que retrata um pintor iniciando uma tela. Se pararmos para pensar, veremos que Vermeer ao pintá-la retratou seu próprio trabalho.Quando estamos realizando algo de importante devemos fazer como Jean Vermeer e projetar diante de nossos olhos, como se fosse um esboço, nossos objetivos. Termos consciência do que estamos buscando é fundamental para alcançá-lo.
"A melhor escola do mundo"
Uma reportagem da revista Veja do dia 20 de fevereiro do corrente ano me fez questionar muito sobre a atual situação de nossas escolas.
A reportagem, intitulada “A melhor escola do mundo”, relata como a Finlândia criou com medidas simples e focadas no professor, o mais invejado sistema educacional. Este país apostou em duas bases de qualquer sistema educacional:
A primeira é o currículo amplo, que inclui o ensino de música, arte e pelo menos duas línguas estrangeiras. A segunda é a formação de professores. O título de mestrado é exigido até para os educadores do ensino básico. Dar ênfase à qualidade dos professores foi um dos primeiros passos da reforma educacional que o país implementou a partir dos anos 70, e é nesse quesito que a Finlândia mais tem a ensinar ao Brasil. Quarenta anos atrás, metade da população finlandesa vivia na zona rural. A economia era dependente das flutuações do preço da madeira, já que 55% das exportações vinham da indústria florestal. Além dos bosques que cobrem 75% do território, o país só tinha a oferecer sua mão-de-obra barata. Os finlandeses emigravam em massa para vizinhos ricos, como a Suécia, em busca de melhores condições de vida. Preocupados com a má qualidade das escolas públicas, os pais estavam transferindo os filhos para instituições privadas de ensino. Em alguns desses aspectos, a Finlândia se parecia com o Brasil. A reforma educacional colocou a qualificação dos professores a cargo das universidades, com duração de cinco anos. Hoje, a profissão é disputadíssima (só 10% dos candidatos são aprovados) e usufrui grande prestígio social (é a carreira mais desejada pelos estudantes do ensino médio).
Assim podemos voltar a discussão da nossa última reunião: Qual será a solução para tantos os problemas em nosso ensino? Seria necessário “reinventar” o ensino ou focar na formação do professor?
segunda-feira, 10 de março de 2008
The good fight

As a singing of a lark
That somehow this black night
Feels warmer for the spark
To hold us until the day
When fear will lose its grip
And Heaven has its ways
Heaven knows
No frontiers
And I’ve seen Heaven in you eyes”
(Jimmy McCartty)
In this space we share and defend the ideas of a world with no frontiers, (especially when it comes to teaching in our case…). So we must always keep in mind what is like to defend what we believe, it means fighting for it. It is a tough fight and a difficult and noble decision if we face it. And when we achieve victory we’ll also achieve freedom and freedom is power. Power to communicate, power to respect and be respected, power to help more than what we already do, power to make good and responsible decisions for a common good, power to take our dream to more people than we could ever imagine. And please, it is not our will to make of this power our own destruction. Otherwise we would had wasted every single drop of sweat and blood we shed when fighting what we were/are fighting for. If that’s so, what do we gain with achieving freedom and power to others? What more can we get besides the knowledge of being part of something as great as somebody else’s education?
By Isaque Gonçalves
domingo, 9 de março de 2008

Socorro! O tempo está voando rápido demais!
Me dêem um tempo, por favor. Espero chegar até a escola amanhã cedo. O tempo tem passado rápido demais apra mim. Juro que não é relapso. Apenas acúmulo de responsabilidades e serviços e necessidades outras que não estão me deixando cumprir minha tarefa no projeto. Será que tenho ainda uma chance? Vocês me dão mais um tempo?
Um grande abraço a todos.
Kilda



