domingo, 29 de junho de 2008

" Gostaria de voar, mas não tenho asas"


Vejo como estes passáros pousam, se alimenta e alça vôo novamente ...
"Temos aprendido a voar com o os pássaros, a nadar como os peixes, mas ainda não aprendemos a sensível arte de viver como irmãos." ( Martin Luther King ) ...
Os passáros são o maior símbolo de liberdade e um dos animais que mais me encanta. Na tarde em que fui surprendida por este bando no campus em frente do pinguin. Conversava sobre como será depois? Depois que nos formarmos?.
Eu não tenho respostas, apenas espectativas e medos.
Realmente não sei como será, e o que mais tem me apavorado é o medo do que posso me torna ao ver que muito do que se fala e cre não é o que realmente acontece. Tenho medo de cair em uma ápatia espiritual, talvez já tenha caido. Tenho tentado vooar em menho a tempestade, mas confesso está sendo dificíl.
Me lembro do dia que passei no vestibular de como fui tomada de euforia, do primeiro dia de aula, da procura de projetos... era tudo mágico, sonhos, espectativas de como será quando eu entrar e já não for mais a aluna, professora.
De como encarei uma proposta de estágio no 2 ano, foi realmente um presente, aprendi o quanto a afetividade e confiança podem romper barreiras para se aprender. Mais ideologias e sonhos. A entrada no projeto Aprendizagem, ouvia tudo atenciosamente, me apaixonei por mais ideologias.
Cheguei ao 3 ano com o meu coração imundado de sonhos e ideologias de gigantes, ao qual tenho tentado me espelha a cada dia. Mas também no 3 ano tive parte do castelo quebrado, chorei ao ver que é preciso mais para se criar ideologias e preciso pratica-las.
Hoje me vejo estática, e o quanto preciso para ser realmente uma professora. Reflito sobre minha prática no estágio e me sinto triste, me vejo como parte daquilo que nós criticamos nas teorias de ensino. Que o desempenho dos alunos que venho acompanhado no São José poderia ter sido melhor talvez, se eu tivesse trabalhado mais algumas coisas aqui, ali. De como me sinto apreensiva a cada reunião com a Prof Ana Maria, - O que será que ela vai ir contra agora...; mas também o quanto tenho apreendido com ela.
E de como meu olhar mudou nesse caminha... " Gostaria de voaar, mas não tenho asas".
Então me lembro da parábola da Àguia, e tento busca força para atravessar este ano...

sábado, 28 de junho de 2008

O mecanismo cartesiano!


A construção do conhecimento é como a construção
de uma casa, um ser.
Sem conseguir os tijolos, fico sem alicerces. Ou se acho
que alguns já me bastam, a aparência me engana e tudo
a qualquer momento pode ruir.

Ou então, você pode enfrentar o desafio: ir atrás de
todas as peças, os tijolos, que juntos, farão uma
casa bem construída.
Mas é tão comodista buscarmos o que está tão próximo,
tão fácil.
ESTÁ AÍ, JUNTE O CONHECIMENTO!
Não despreze aquilo que não lhe pareça inútil. Talvez
a falta de um simples prego, ou um pequeno parafuso,
podem trazer à tona tudo que você já construiu.
Cada peça é importante.
E então? Como eu convenço meu aluno de que ele
precisa do meu tijolo para construir a sua casa?!









Para Isaque.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Freedom Writters - Escritores da Liberdade (download)

Sinopse: projeto é baseado no livro "The Freedom Writer's Diaries: How a Teacher and 150 Teens Used Writing to Change Themselves and the World Around Them" (algo como "O Diário dos Escritores da Liberdade: Como uma Professora e 150 Adolescentes Usaram a Escrita para Mudá-los e o Mundo ao seu Redor") escrito pela professora do ensino médio Erin Gruwell e seus alunos. No livro, Gruwell e seus alunos que eram consideráveis impossíveis de alguém ensiná-los algo, saem uma odisséia que mudará suas vidas, abrirá seus olhos para o mundo e os fará crescer em espírito, contra a ignorância, a incompreensão, e as forças negativas em suas vidas. O filme se passa em um período em que estourava nas ruas a guerra interracional americana, onde para os jovens da classe de Gruwell, conseguir sobreviver o dia a dia da guerra entre as raças no meio da rua, já era um feito muito grande. E é a partir do respeito e a forma de tratar os alunos como nenhum outro professor havia tratado, ou seja, escutando-os como adultos que estavam se formando, que ela conquista um a um. Começando pelo estudo do livro "O Diário de Anne Frank" e o Holocausto , os "Freedom Writers" saem em busca de heróis pelo mundo. Enquanto escrevem seus projetos, os alunos saem em busca de se tornarem eles mesmo esses heróis. E pela primeira vez eles poderão experimentar a esperança de que talvez eles possuam a chance de mostrar ao mundo que suas vidas também fazem o diferencial e que eles possuem algo a dizer ao mundo.

OPÇÃO 1: Filme em rmvb (que pode ser reproduzido pelo media player classic) com legenda
em português já embutida.
tamanho: 352 MB
download

OPÇÃO 2: Filme em avi, com legenda separada. Qualidade maior, recomendado para quem
pretende grava-lo pra reprodução em DVD.
tamanho: 701 MB
download: parte 1
parte 2
parte 3
parte 4
parte 5
parte 6
parte 7
legenda

programas necessários:
WinRar, para descompactar os arquivos (é necessário que você tenha as sete partes no
computador, porque ao decodificar ele une todos. ele não decodifica só uma parte sem
as outras).
Media Player Classic, FFDShow e outros plugins, para instalação de alguns plugins que
permitem a execução de alguns formatos, como o avi, rmvb, etc; também instala
um programa que permite unir a legenda na hora da exibição no computador.
Para quem for gravar em DVD, talvez não seja necessário baixá-lo, mas é um pacote
muito bom para tê-lo no computador.


Caso alguém queira gravar em DVD, é preciso também um conversor de vídeo que
transforme .avi ou .rmvb em dvd. Eu uso o WinAvi com um serial (é um programa
pago), mas tem o Media Coder, que quando usei uma vez, achei complicado demais
de mexer. Porém o WinAvi, no momento da conversão em dvd, ele já embute as
legendas. Quando ao Media Coder...

Qualquer dúvida ou problema, só me mandar um e-mail (hp_vinicius@hotmail.com)

Créditos: CyberFilmes e Foxmovies

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Sou uma bolha!


Passei rapidamente por aqui agora só para dizer que não paro de aprender. A cada dia que passa vejo que ainda há muito para que eu me torne uma professora. Quero deixar meu agradecimento a todos vocês. Este semestre realmente me transformou mais um tanto, um tanto bem grande! Todos vocês, alunos deste blog, foram grandes mestres para mim. Continuem soprando seus ares de sabedoria para que eu cresça. Obrigada!!!!!

O novo


Posso dizer ,sem medo de errar, que esse semestre de aulas e estágio mudou completamente a minha noção sobre ensinar. Seja conhecendo as idéias dos principais teóricos que orientam as práticas de ensino, seja pondo a mão na massa, percebi que ensinar requer comprometimento e doação. Percebi que o professor deve estar sempre interessado em buscar novos horizontes e conhecer outros pontos de vista. Descobri que não há um método ou abordagem infalível, todos eles devem ser olhados com atenção e adequados às realidades de ensino diversas que existem. Ter tido a oportunidade de estar na escola foi especialmente interessante e produtivo. Agora posso dizer que sei como funciona uma aula de inglês na rede pública de ensino. E posso dizer, também,que ensinar e aprender é fascinante.

Grandes Experiências...


Por ter tido a oportunidade de estar neste projeto, participar destas aulas com discusões tão produtivas e estagiar em um colégio, para mim, tão especial, posso dizer que este curso de Letras valeu a pena!

Me fez crecer muito como pessoa e como profissional! Semana passada mesmo estava dizendo a minha mãe que neste projeto tenho adquirido muito mais experiências e conteúdos do que a própria graduação em sí!

Estar em contato com as crianças que tenho trabalhado e o convívio com o Colégio São José me fizeram refletir muito sobre o papel do professor e até passei a ver as aulas de meus professores com outros olhos!

Para mim, este semestre foi uma Aprendizagem Sem Fronteiras!!!!!

domingo, 22 de junho de 2008

Aprendi que tenho muito o que ajudar ...


Neste semestre, mesmo não estando em real contato com a sala de aula, a escola pública, eu aprendi que todos nós temos muito em ajudar esses alunos, a sociedade em si. Através dos relatos das outras meninas, que já estão estagiando e das professoras, fica fácil ver o quanto o ensino no Brasil é problemático e o quanto necessita de ajustes e ajuda! Acredito que o nosso papel dentro dessa realidade é de tentar formar alunos-cidadãos, que não apenas saibam direitinho a matéria, o que vai cair na prova, mas também a serem bons pra sociedade, pessoas que se preocupem com o mundo em que vivem, que possam ter algo de bom a passar para as pessoas.
Aprendi que eu tenho muito o que aprender ainda e muito o que ajudar as pessoas em minha volta.


Como estamos falando de quanto aprendemos e crescemos, coloquei uma foto do meu ultimo aniversario! =)

Tudo é variavel nada é estável!



Neste semestre... aprendi que tudo é variável nada é estável!
Aprendi que muitas vezes é preciso parar, refletir. Nunca temer em recomeçar.
Observar, sentir... podem nos fazer mais humanos.
Que não existe formulas mágicas para o proceso ensino - aprendizagem. Mas que também é um constuir e reconstruir diariamente.

Professor-aluno


A aprendizagem está intimamente relacionada à consciência do aluno. Como aprendiz, nos últimos meses tenho refletido acerca do quanto consciente eu sou no meu processo de aprendizagem. Como uma futura professora percebi que sou uma eterna aprendiz, que deve ser consciente e estar atenta ao porquê estudo determinado assunto e em como aquilo vai contribuir e interferir no momento em que eu for ensinar meus alunos. Tenho aprendido que devo ser crítica na escolha e na elaboração do material didático que irei utilizar, que devo estar atenta ao universo dos alunos com quem irei trabalhar para que a aprendizagem faça sentido para eles. Tenho analisado e refletido a postura dos professores em sua prática de ensino, priorizando entender o processo sem críticar tanto, uma vez que também aprendi que um mesmo professor pode em um dia participar de uma aula muito boa e produtiva e em outro dia contar com problemas que dificultem que essa aula seja tão boa. Também aprendi que os professores tem características próprias quanto à prática de ensino, mas que as leituras e observações podem contribuir muito para que os professores estejam sempre se avaliando, buscando sempre se aperfeiçoar como profissionais. Tomei consciencia de que como futura educadora, tenho um comprometimento com a formação pessoal de meus alunos também.

sábado, 21 de junho de 2008

UM SEMESTRE DE MUITAS EXPERIÊNCIAS, DESAFIOS E TRANSFORMAÇÕES!


Ao longo desses meses tenho no dia a dia do estágio e de nossos encontros me deparado com muitos obstáculos a serem vencidos. Foi muito desafiador para mim trabalhar com crianças entre 10 a 15 anos de idade em uma mesma sala. Vivi momentos de muitas expectativas na primeira aula onde me deparei com aquelas carinhas e passei por um grande mico ao trabalhar com uma música em sala e eles olharem para mim dizendo: professora nos não vamos cantar essa música não, isso é para criança.... ou seja ok... mas tudo vale a pena quando a alma e pequena assim ja dizia o poeta. As crianças de hoje não se consideram mais crianças e as mesmas não possuem maturidade em várias situações do processo de ensino aprendizagem. Foram meses onde aprendi a elaborar material didático para trabalhar em sala, ou seja ainda preciso melhorar muito nesse quesito mas já dei os primeiros passos, aprendi a elaborar um plano de aula em inglês sei que parece ser insignificante para muitos eu relatar isso mas é fundamental para o dia a dia do professor em sala, aprendi a ouvir mais e a me disponibilizar em ajudar as dificuldades daqueles ali em sala de aula que possuem sérios problemas, tanto de aprendizagem como em suas vidas pessoais. Falar sobre a escola pública é muito diferente de vivenciar a realidade da escola pública, essa parceria universidade com escola pública é fundamental, e a participação do professor universitário em sala de aula é barbaro. Porque ele pode auxiliar seus professores- alunos a superarem muitas dificuldades encontradas em todo os sentidos, tenho muito o que aprender ainda mas tenho me espelhado em pessoas que admiro muito nesse trabalho, pessoas que tem muito conhecimento e também muita humildade em desenvolver este trabalho em doar o seu melhor. Passei por momentos também de muita decepção em achar que meu trabalho não estava fluindo, quando você está em uma sala de aula um dia a aula flui de maneira espetacular e você se sente tão especial e no outro tudo pode ser frustrante, alunos que não se interessam pelo conteúdo ministrado e muita indisciplina atrapalha todo o seu planejamento de aula. Neste semestre me deparei com os problemas existentes na vida dos alunos, muitas dificuldades relacionadas a problemas familiares, violência e drogas e nós como educadores não podemos fechar os olhos para essa realidade e sim propor ajuda para essas dificuldades. Cresci muito no meu pessoal no meu emocional e professional. Os desafios não param essa semana estou com a tarefa de desenvolver uma prova com os conteúdos ministrados no bimestre, é algo diferente e fundamental para o processo. Exponho aqui uma imagem que expresa um pouquinho dos meus sentimentos em relação a esse semestre, é dificíl expressar todos os momentos com uma só imagem, mas é dificíl tambem relatar todos os momentos de um semestre com algumas palavras, mas irei tentar nessa frase .... "É gradificante participar desse processo mágico como mediador do ensino de língua inglesa na escola pública". Cláudia.

sexta-feira, 20 de junho de 2008


Aprendi a me conhecer melhor.

Aprendi a lidar com teorias que só conhecia no papel e agora eu tive que colocar no papel com palavras próprias.

Aprendi como não dar uma aula e que uma aula pode ser dada, exposta, construida...

Aprendi que não devo selecionar o melhor material, a minha melhor fala nem a mais alta tecnologia para que a aula seja boa, pois devo conhecer o contexto dos alunos que trabalharei.

Aprendi que conhecendo as necessidades e podendo entrar um pouco no mundo deles, melhores serão a relação professor-aluno e a aula em si.

Aprendi que a construção do conhecimento é o fato mais importante para ambas as partes citadas aqui e que essa construção deve se dar juntamente, tanto pra um quanto pra outro. Pois para o professor, cada dia é um dia de aprendizado também.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Aprendi que há muito o que se aprender...

Nesse semestre posso dizer que aprendi muita coisa, conheci um pouco das teorias e concepções de aprendizagem, terminei meu estágio de observação, li, pensei, refleti e cheguei a uma conclusão, a que não existe uma resposta absoluta para classificar a melhor forma de ensino e aprendizagem, mais nesse caminho o aluno deve ser visto como um dos agentes fundamentais para se construir uma sociedade melhor e diante de uma educação muitas vezes de má qualidade nós futuros professores somos também fundamentais para junto deles mudarmos a história da educação, buscando um ensino melhor que refletirá num país melhor.

terça-feira, 17 de junho de 2008

experiências para hoje, amanhã e para a vida toda!



Ao longo deste semestre, pude me descobrir mais como ser humano. Ao ouvir relatos das alunas sobre suas experiências de estágio nas escolas, percebi que o mundo vai muito mais além do que meus olhos puderam enxergar até o exato momento.

Sinto que cresci como pessoa (e como professora), pois pude ampliar meus horizontes devido às discussões que tivemos durante nossas aulas, e cada fala de cada um dentro daquela sala me fez refletir sobre como quero, posso e devo ser quando começa de fato meu estágio. Com as teorias discutidas sob perspectivas diferentes tive a oportunidade de separar o que, na minha perspectiva, é bom ou ruim.

Tendo essa percepção maior das coisas a meu redor, comecei a observar minha vida dentro da faculdade e fora também, com olhos de quem pode tentar melhorar a vida de alguém simplesmente dando aulas.

O que fazemos hoje, pode significar muita coisa no futuro.
Há o que possa ser feito. um gesto pequeno pode mudar muita coisa.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

E eu? não devo?

Minha gente, postei esta reportagem abaixo, enviada pela Profa. Telma após eu ter lhe contado da reação negativa que a professora do Colégio São José teve ao saber que eu havia visitado, no domingo um dos meus alunos. Para a professora, eu não deveria ter ido até a casa dele. Diz ela que não deveríamos nos envolver com os alunos fora do ambiente escolar, especialmente indo até a casa deles que moram em um lugar tão perigoso.
Discordo. Me senti muito bem após a visita que fiz. Fui muito bem recebida e pretendo voltar!
O que vocês acham?
Se quiserem ver a reportagem na íntegra, acessem:

http://www.cesarcallegari.com.br/taboao/visitas.htm

Olha o exemplo!!!!

PROFESSORES DAS ESCOLAS MUNICIPAIS VISITAM SEUS ALUNOS EM CASA.
A Secretaria Municipal de Educação desenvolve o “Programa de Interação Família Escola” com objetivo de estreitar o relacionamento entre os professores e as famílias dos alunos, melhorando o ensino municipalA Secretaria Municipal de Educação vem realizando um projeto pioneiro, o “Programa de Interação Família Escola”, no qual os professores da Rede Municipal visitam as casas dos seus alunos. O Programa pretende estreitar a relação entre as famílias e a escola, diminuindo a repetência e melhorando o ensino municipal.De acordo com o Secretário de Educação, Cesar Callegari, o programa, além de promover a integração entre a escola e a família, amplia a rede de proteção social dos alunos. “A educação não é só uma tarefa da escola, mas de toda a família, esse canal vai melhorar e muito a educação em Taboão da Serra”, falou o Secretário.O Programa de Interação Família Escola pretende atingir todos os alunos do Ensino Fundamental da Rede Municipal de Ensino. Apesar de optativo, a maioria dos professores já adeiu ao Programa. As visitas são realizadas fora do horário de aula e os professores terão um pró-labore.Para educadora da EMEF Maria Jose Luizetto Buscarini, Lúcia Helena Lacerda, a aproximação da escola com a família ajuda no processo pedagógico. “Conhecendo melhor o mundo de seu aluno fica mais fácil entendê-lo e interferir pedagogicamente. Em todas as visitas que realizei aos meus alunos, fui recebida com muito carinho tanto pelas crianças como pelos pais e me senti valorizada”, falou a educadora, com 17 anos de profissão.“Esse programa é pioneiro e um diferencial na Educação em Taboão da Serra, pois ajudará o professor a conhecer melhor a realidade dos seus alunos”, avaliou a professora Valdiceia Cristo Tabach, da EMEF Profa Dalva Barbosa Lima Janson.
Expectativa- A expectativa do aluno com a presença do professor em sua casa é um denominador comum em todas as escolas. A aluna Gabriela Barreto, da 3ª série da EMEF Maria José Luizetto Buscarini, esperou ansiosamente sua professora na esquina de sua casa. A colega Tainá Maximiano, também da 3a série, mal conseguiu dormir na noite anterior à visita. A aluna Aline Almeida fez questão de mostrar toda a casa e a horta da família para a professora. “Gostei muito de receber a minha professora em casa. Achei esse projeto muito importante, pois o professor pode entender melhor o seu aluno”, falou a menina, que pretende ser professora.Para o metalúrgico Evanilson, pai da aluna Tainá da 3a série, a presença do professor na casa do aluno envolve a família no processo educativo. “Com a visita da professora em minha casa tenho a oportunidade de entender melhor o que acontece na sala de aula e saber mais sobre minha filha”, falou o pai.
O PROGRAMA DE INTERAÇÃO FAMÍLIA ESCOLA do Município de Taboão da Serra, na Grande São Paulo, recebeu um prêmio do PNUD – PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO, órgão da ONU que estimula iniciativas inovadoras no contexto dos objetivos do milênio.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

"[...] Cansei de Escola pública"

Foi esta a frase que meu professor de Filosofia disse anteontem.
Tudo começou na semana passada, quando ele passou 14 questões
que deveriam ser respondidas baseadas em um texto que era para
xerocar. E na próxima aula ele vistaria.
Pois então ele chegou na sala uma semana depois querendo dar nota
a quem fez. Ninguém havia feito. E começou com o sermão.
Ele não queria nem saber qual foi o motivo que eles não fizeram. Mais
ou menos 4 alunos tinham o xerox.
Então, ele deixou (reclamando muito) mostrar no dia seguinte. Sentou
na cadeira e disse "Vou fazer mestrado e dar aula em universidade.
Cansei de escola pública"; "Vou ficar com vinte horas. Vou ganhar
dinheiro com cursinho agora", se referindoa produzir apostilas e ser
bem remunerado (além disso, ele prefere ter a bagunça de um
cursinho e ser bem remunerado, do que "dedicar a escola pública",
como ele disse).
Ontem, cheguei e praticamente toda a sala estava fazendo a tarefa
dele na primeira aula. Ele falou mais, vistou e começou a correção.
No canto direito da sala, onde estava disposta a mesa, ele explicava
sobre o empirismo e a cognição (este último, nada a ver com a matéria,
mas que eu havia perguntado). Enquanto explicava (e decididamente, só
para o pessoal da frente = interessados) outras três meninas conversavam.
Ele pediu que ficassem quietas, para que respeitassem o direito de quem
estava perguntando. Uma retrucou que não estava conversando, e disse
que olhasse para aqueles que estavam dormindo. Poderia ter ficado quieta.
Era melhor que quem não quisesse assistir aula dormisse do que conversar,
porque assim não atrapalhava quem queria aprender. E a sala toda
continuou, reclamando da postura do professor.
Afinal, existe mesmo diferente entre alunos noturnos e matutinos? Pois me
parecem tão imaturos quanto os outros.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

As primeiras impressões...













Há um pouco mais de uma semana, eu comecei a estudar a noite.
E a Elaine comentando segunda sobre nossas impressões, eu pensei
nas quais eu havia pensado antes de começar.
Todo mundo fizeram caras ruins quando estava mudando para
a noite. Ainda assim, achava que não seria tão ruim. Afinal, na grande
maioria, já têm uma vida madura por trabalhar o dia todo. Talvez a
matéria estivesse atrasada, mas meu foco não era esse.
E tudo é diferente. TUDO. Cheguei pontualmente, e não havia
quase ninguém: a maioria chega 15 minutos atrasados.
A política escolar é totalmente diferente em relação a de manhã.
No primeiro dia, tive que preencher uma ficha com alguns dados
para saber quem eu sou, para a direção.
O que você primeiro sente mais falta é a movimentação. As salas estão
sempre quase vazias.
No começo, eu vi e acreditei na carência pelo conhecer. São mais
engajados em sala do que um aluno matutino. Porém, quando o
assunto é 'homework'... Dificilmente alguém faz. Estava tudo
talvez naquele limite do 'tolerável', parecendotudo muito bom, até que...

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Entre medos e esperanças

Começamos hoje a experiência de recompensa das atitudes positivas em sala de aula. Criamos a "molineca", apresentamos a proposta como uma brincadeira em que, ao cumprirem as regras, os alunos serão premiados com bônus que poderão ser trocados ao final do 3o bimestre. Dai, junto com eles, definimos essas regras e, pra começar, cada um recebeu 3 bônus.
Experiências como essa são sempre inquietantes. Por um lado, a gente vê o envolvimento dos alunos e os diferentes modos como eles passam a participar das atividades. Por outro, andamos sobre o fio da navalha com medo de transformarmos a aprendizagem em moeda de troca, sem valor de uso.
Apesar disso, entre tantos medos, frustrações e inseguranças que sentimos ao viver a escola e as salas de aula, inicitivas como esta servem como um sopro de esperança. Ainda que o motivo possa estar, nesse momento, em ganhar bônus que se transformam em moeda de troca depois, há sempre o desejo de que, no processo, os alunos encontrem outras razões como o prazer pela aprendizagem. Tomara!!!

Ensino-aprendizagem

Concepções de Apredizagem para Piaget e Vygotsky
Um dos pontos divergentes entre Piaget e Vygotsky parece estar basicamente centrado na concepção de desenvolvimento. A teoria piagetiana considera-o em sua forma retrospectiva, isto é, o nível mental atingido determina o que o sujeito pode fazer. A teoria vygostkyana, considera-o na dimensão prospectiva, ou seja, enfatiza que o processo em formação pode ser concluído através da ajuda oferecida ao sujeito na realização de uma tarefa.
Enquanto Piaget não aceita em suas provas "ajudas externas", por considerá-las inviáveis para detectar e possibilitar a evolução mental do sujeito, Vygotsky não só as aceita, como as considera fundamentais para o processo evolutivo.
Se em Piaget deve-se levar em conta o desenvolvimento como um limite para adequar o tipo de conteúdo de ensino a um nível evolutivo do aluno, em Vygotsky o que tem que ser estabelecido é uma seqüência que permita o progresso de forma adequada, impulsionando ao longo de novas aquisições, sem esperar a maduração "mecânica" e com isso evitando que possa pressupor dificuldades para prosperar por não gerar um desequilíbrio adequado. É desta concepção que Vygotsky afirma que a aprendizagem vai à frente do desenvolvimento.
Assim, para Vygotsky, as potencialidades do indivíduo devem ser levadas em conta durante o processo de ensino-aprendizagem. Isto porque, a partir do contato com uma pessoa mais experiente e com o quadro histórico-cultural, as potencialidades do aprendiz são transformadas em situações que ativam nele esquemas processuais cognitivos ou comportamentais, ou de que este convívio produza no indivíduo novas potencialidades, num processo dialético contínuo. Como para ele a aprendizagem impulsiona o desenvolvimento, a escola tem um papel essencial na construção desse ser; ela deveria dirigir o ensino não para etapas intelectuais já alcançadas, mas sim, para etapas ainda não alcançadas pelos alunos, funcionando como incentivadora de novas conquistas, do desenvolvimento potencial do aluno.
Concepção de aprendizagem para Skinner
A teoria de B.F. Skinner baseia-se na idéia de que o aprendizado ocorre em função de mudança no comportamento manifesto. As mudanças no comportamento são o resultado de uma resposta individual a eventos (estímulos) que ocorrem no meio. Uma resposta produz uma conseqüência, bater em uma bola, solucionar um problema matemático. Quando um padrão particular Estímulo-Resposta (S-R) é reforçado (recompensado), o indivíduo é condicionado a reagir. A característica que distingue o condicionamento operante em relação às formas anteriores de behaviorismo (por exemplo: Thorndike, Hull) é que o organismo pode emitir respostas, em vez de só obter respostas devido a um estímulo externo.
Skinner era determinista. Em sua teoria não havia nenhum espaço para o livre-arbítrio, pois afirmar que os seres humanos são capazes de livre escolha seria negar sua suposição básica de que o comportamento é controlado pelo ambiente e os genes.

sábado, 7 de junho de 2008

Reflita!

"Um mau cirurgião fere 1 pessoa de cada vez. Um mau professor fere 130."
Ernest Boyer, Presidente, Carnegie Foundation for Advancement of Teaching

segunda-feira, 2 de junho de 2008

5 de Junho - Dia Internacional do Meio Ambiente


O Dia Mundial do Meio Ambiente é comemorado em 5 de junho. A data foi recomendada pela Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente, realizada em 1972, em Estocolmo, na Suécia. Por meio do decreto 86.028, de 27 de maio de 1981, o governo brasileiro também decretou no território nacional a Semana Nacional do Meio Ambiente. Proponho esta crônica que muito tem a nos ensinar sobre ecologia:

“O QUE NÃO FAZER”

A esposa de um fazendeiro detestava cobras. Um dia, suplicou ao marido que desse um fim às peçonhentas. O homem, não querendo contrariá-la, prontamente determinou o extermínio de todo e qualquer vestígio de ofídios na fazenda. O que foi feito.

A colheita seguinte não rendeu um décimo da anterior. Em sonho, desesperado, suplicou a Deus que o perdoasse. Imaginava que aquela miséria de safra era castigo divino por ter dado fim aos animais. Também em sonho, o Criador lhe respondia:
- “Não o castiguei, nem perdoei. Apenas, deixei que a natureza seguisse seu curso”.

Ora, o curso natural é simples: cobras engolem sapos. Sem elas, os sapos aumentam em número. E, sapos engolem insetos. Assim, quanto mais sapos, menos insetos. Diversos insetos são polinizadores e, sem eles, há plantas que não se reproduzem.

Moral da história: menos cobra, menos safra! Assim funciona o mundo natural.

O que tem a ver cobra com safra? Tudo! Em verdade, tudo tem a ver com tudo. Entretanto, a humanidade não pensa dessa forma. Primeiro, acredita que a natureza é infinita, com recursos inesgotáveis. Segundo, imagina que existem espécies úteis e outras completamente inúteis. Terceiro, conclui que, entre as espécies úteis, os humanos são mais úteis que as outras.

O século XX foi saudado como a era em que a tecnologia e o progresso industrial seriam capazes de satisfazer as necessidades materiais, restabelecer a paz social, reduzir as desigualdades.

Nos últimos 50 anos, a produção mundial de grãos triplicou, a quantidade de terras irrigadas para a agricultura duplicou, o número de automóveis passou de 500 milhões, o mesmo acontecendo a televisores, geladeiras, chuveiros elétricos, lavadoras, secadoras, computadores, celulares, microondas, fax, videocassetes, CDs, parabólicas, isopor, descartáveis, transgênicos e outras invenções. As riquezas produzidas, nesse período, quintuplicaram.

Mas, também nos últimos 50 anos, o mundo perdeu 20% de suas terras férteis e 20% de suas florestas tropicais, com milhares de espécies ainda nem conhecidas. O nível de gás carbônico aumentou 13%, foram destruídas 3% da camada de ozônio, toneladas de materiais radioativos foram despejadas na atmosfera e nos solos, os desertos aumentaram, rios e lagos morreram por causa da chuva ácida ou de esgotos domésticos e industriais.

Maravilha-nos esse progresso, mas as gerações futuras talvez lamentem o quanto se destruiu para isso. Enquanto hoje o ser humano tem mais bens, é mais pobre em recursos naturais. A tecnologia nos dá a falsa impressão de que estamos no controle. Por isso, é bonito ser moderno. Feio é ser natural.

Porém, a tecnologia é ruim quando nos afasta da natureza. Só mudaremos isso quando nos reaproximarmos do mundo natural. Afinal, embora uns ainda não aceitem, o homem é natureza.

Hoje é o Dia Mundial do Meio Ambiente. Não há data melhor para começar aquilo que o resto das espécies vivas esperam que façamos. Afinal, o que não fazer, já sabemos desde há muito. Vamos começar! O mundo será, com certeza, melhor.

Autor: Luiz Eduardo Cheida

Alicerce


Felicidade maior é saber que podemos contar com as pessoas que amamos...

domingo, 1 de junho de 2008

Fugir ou ficar?


Entrei aqui para postar o pôster que finalizamos semana passada às pressas para podermos participar do II Salão de Extensão da UEL. Encontrei o último texto postado. De Kilda. Oh, dear... você está chocada! Espero que este projeto não a deixe deprê! Confesso que há muitos anos, no colégio que estudei, a professora me disse, e eu já era orientadora de estágio, que alunos vinham drogados para a escola ou que cheiravam cocaína na sala de aula, no turno da manhã. Perguntei como a escola atuava nesses casos e vi que a escola também está totalmente sem estrutura para lidar com isso. Há várias faces nesse problema: a face emocional, afetiva; e a face física, biológica; e a face social. É natural que reajamos com nosso coração e que fiquemos tristes, perplexas, inconformadas com tal situação de uso de drogas pelos jovens na escola. É horrível ver um jovem acabar com sua saúde e comprometer sua vida, seu futuro, por conta disso. É também horrível sentir medo, porque isso era o que a professora disse que sentia. Sentir medo de ser atacada, de não conseguir proteger seus alunos de um outro sob efeitos de drogas. O que fazer? Pela minha própria estória de vida, chorar é algo que precisamos fazer, mas que, ao final, nos deixa tão, tão vazias, que somente restam duas alternativas: fugir ou ficar. Sei que fugir não adianta, porque o problema continua. Então, fico. Ficamos. Fiquemos. Se temos algo em nós que possa ser útil a outros, usemos. Sejamos úteis. Os alunos que vêm pra aula não têm escolha, têm? Mesmo com o problema do uso de drogas adentrando as escolas, lá estão os alunos que tradicionalmente dependem do professor. Penso que inglês se torna matéria irrelevante perto dos problemas sociais que afligem as pessoas. Mas até para isto servimos: para manter viva a esperança desses alunos no futuro, em dias melhores, em vida mais justa. Quando seu sofrimento for menor, talvez possamos pensar em formas de atuarmos para transformar essa realidade, para não ignorarmos o problema de uso de drogas por alunos, e, juntamente com pais, alunos, professores, direção da escola, promotoria pública e universidade, fazermos algo. A maioria dos alunos espera por nós, or por alguém. Agora vou postar o pôster. Amanhã abre outra semana! Bjs.