segunda-feira, 5 de maio de 2008

Hoje é minha vez.

Estive pensando no quê e sobre o quê falar neste blog. Primeiramente, acho
mais do que nteressante me apresentar como bolsista de iniciação científica
júnior, pelo segundo ano consecutivo (e digamos, com já uma certa experiência),
um programa da qual penso ser muito valoroso a alunos do Ensino Médio.
Todos aqui partindo para uma visão mais ligada a do professor, eu acho que
seria legal eu partir para uma linha mais ligada ao aluno-escola-professor (sob
o ponto de vista do aluno).
Eu queria realmente entender o por quê da falta de compromisso dos alunos.
Tentar descobrir de onde é que vem o erro, mas sei que disso nada adiantaria.
Sempre ouço falar da tal da motivação, porque é disso que os alunos precisam.
E pensando nisso, é a motivação que move os alunos. Tem aqueles que saem
de casa, pode até parecer esquisito para alguns, para fazer uma refeição no
colégio. Ou aqueles que simplesmente são motivados pelo mercado de trabalho
(e nada saudável, este), desconsiderando totalmente o papel do ensino na
formação de sua vida. E também aqueles que são enviados pelos pais, porque
afinal nem eles sabem realmente o papel da escola para o filho, mas que enviam
mesmo assim porque é uma necessidade para o ingresso a sociedade. Mas não
vem ao caso. Acho que o desafio é conseguir mudar essa concepção que os
alunos têm como motivação.
E eu sei disso tudo, porque me sentia assim, nessa massa alienada. Não
encontrei muitos professores que tinham essa preocupação com os alunos.
Aí eu ganhei uma bolsa na UEL, tudo que eu sabia era que era bom, e isso
bastava. E sofri no começo com o projeto (na com a Elaine, me refiro a
acompanhá-los), mas a proposta deles era muito legal e tentadora. Todos
aqueles encontros para preparação de materiais, e algumas vezes, não dava
certo a aplicação. E pensando naquele trecho do filme 'O Sorriso da Mona
Lisa' pude entender com mais clareza o que é que se passa nas salas de aula.
Os alunos estão muito (e eu com certeza era assim) acostumados com
respostas prontas, reproduções do trecho do livro ou xerox. E todo esse
processo afastou dos alunos a necessidade de refletir sobre temas propostos,
e a sentimento que eu tenho é que o ensino está 'automático', o professor faz
perguntas "feitas" e os alunos respondem com respostas também "feitas". E
o trabalho que eles têm, é decorar para "colar" na prova.
Falta a dinâmica. Falta fazer o aluno fazer
reflexões sobre o espaço não só físico, mas
sócio-econômico. Mas no entanto, é a alienação
que permite a permanência de políticos
corruptos no poder. Mas isso é outra história.

No fim, a sensação ruim que eu tenho e não
queria ter é que tudo isso é cíclico, mas ao invés
de vermos todos esses erros e desmotivações, é
trabalharmos na formação de um aluno crítico e
bem preparado à uma sociedade de heterogeinidades
tão exacerbadas. Mas mesmo assim, com todas
essas adversidades que temos, eu escolhi ser
professor, porque acho que posso contribuir um
pouco mais com isso.

Se por ventura houver algum erro ou equívoco,
pode deixar um comentário que eu gostaria de saber.


Vinicius.

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