sábado, 25 de outubro de 2008

Movimento Belinati NÃO


Só para contar que participei de seis dos outros protesto na cidade.
E tenho a dizer que aprendi muito. Agora estou com uma injeção de
ânimo muito boa. Tudo porque a maioria são jovens.
Mas ao mesmo tempo, dava para ver nos opositores do nosso movimento
o quão desprivilegiados eles são. Realmente não se mede o quanto de necessidade
eles passam e ainda pedir que não votem no populista. Ligando tudo isso, no final é
assim que eu estou vendo a escola do século XXI no Brasil: libertadora.
As pessoas não têm mais autonomia sobre si.
Mas o problema é: como ajudar se eles não entendem o porquê? como driblar
os governos corruptos que não investem em educação por pura vontade de
se manter no poder, de conseguir manter sua dominação sobre os desprivilegiados?

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

What are you laughing at?


No nosso último encontro conversamos muito a respeito da avaliação do ensino, como ela vendo sendo aplicada nas aulas da Língua Inglesa, o que os professores sabem a respeito dos métodos e instrumentos avaliativos, e infelizmente algo muito engraçado me veio ao pensamento.
Digo infelizmente, pois o texto a seguir fala a respeito deste tema e foi escrito por um professor de Língua Portuguesa do Estado de São Paulo, que de modo irônico, busca retratar os "critérios avaliativos" utilizados nas escolas públicas no referido Estado.
Laugh not to cry!
Taisa
Sistema Avaliativo Educacional do Estado de São Paulo


Introdução:

Caro professor,

Iniciamos mais um ano letivo, 2008, e colocamos novamente em prática, um projeto ousado, mas não inovador. A secretaria de Educação do Estado de São Paulo, bem como seus alunos, tem certeza de que com sua ajuda e seu empenho, esse projeto terá excelentes resultados.

Parágrafo I: Da necessidade da Avaliação.

A avaliação se faz necessária como meio norteador do ensino-aprendizagem. Dessa maneira, o aluno que é avaliado passa por algumas etapas para que este demonstre seu desempenho em relação ao conteúdo desenvolvido em sala de aula e fora dela. Assim, mostrar-se-á o empenho, a preocupação e o efetivo trabalho do professor dentro da sala – com o desenvolvimento intelectual de seus alunos - assim como da Unidade Escolar, que integra a sua comunidade, levando pais, membros da comunidade, grêmio estudantil e os outros que formam, de maneira verdadeira, à gestão democrática.

Parágrafo II: Da distribuição dos critérios avaliativos e das notas.

Art1: Ao aluno que sai de sua residência com a intenção de se dirigir à escola, ou seja, aquele aluno se desloca de seu logradouro, é passível de critério avaliativo, pois no momento de saída há uma intencionalidade na busca pelo saber, dessa forma, o professor deve se utilizar do conceito 5,0 para atribuir de forma sistematizada um conceito que demonstre o comprometimento e a intenção do educando em aprender.

Art2: Ao aluno que saio de seu logradouro e adentrou os portões da unidade escolar deve se utilizar, o professor, do conceito 6,0, pois este educando corrobora a intenção primária do aprender, pois, além do deslocamento o aprendiz adentra a instituição de ensino procurando, de forma clara, se integrar na comunidade escolar e dela participar.

Art3: Ao aluno que, já dentro da unidade escolar, escolhe adentrar em qualquer sala de aula*, também é passível de critério avaliativo, e neste caso, o professor deve, de uma maneira objetiva e clara, se utilizar do conceito 7,0, pois o aluno está demonstrando de forma progressiva que há uma necessidade, uma vontade e principalmente uma intencionalidade do aprender, da busca pelo saber do educando.
* São considerados sala de aula: As quadras poli - esportivas, o grêmio estudantil, a sala de informática e a biblioteca.



Art4: Este artigo prevê o uso do sistema avaliativo dentro da sala de aula. Dessa forma, o professor, deve se utilizar do conceito 8,0 ao aluno que responder verbalmente ou com um simples aceno a chamada numérica ou nominal. Caso o aluno não compreenda, é dever do educador que solicite ao educando, de forma branda, seu R.A (registro do Aluno) para que este se torne conhecido e haja, necessariamente, a inclusão do sujeito no meio acadêmico. Cumprindo assim, uma etapa que corrobora a intenção do educando na busca pelo aprender.

Art5: É sancionado o direito do conceito 9,0 àquele aluno que, em qualquer momento da aula, realizar perguntas de quaisquer naturezas; gestos, acenos, movimentos de cabeça e/ou tentativas prelúdicas que confirmem sua intencionalidade ao ensino-aprendizagem.

Art6: Ao educando que, responder, mesmo com um aceno de cabeça, com balbuciar de palavras ou com um simples “não sei” a qualquer questão de qualquer natureza realizado pelo docente é, de forma sistemática, atribuído o conceito máximo, ou seja, 10,0, pois confirma-se assim, o empenho e a intencionalidade primária daquele educando que, desde um primeiro momento, se deslocou de sua residência com a intenção de participar do meio da comunidade escolar.

Este, caro professor, é o Sistema Avaliativo do Estado de São Paulo, que está em vigor desde que a política educacional brasileira visa à formação de uma nação voltada ao consumismo, a inversão de valores, e a usurpação do direito de ser realmente um cidadão no pleno sentido da palavra, ou seja, aquele que pensa que articula e reflete sobre as questões de sua comunidade escolar, de sua cidade, estado, pais e do mundo. Formando assim uma vasta massa que ignorantes comanda por uma excurralha.
Alan Pereira do Prado

segunda-feira, 20 de outubro de 2008



Acredito que ainda estamos contribuindo para a construção de uma educação de qualidade. Esta figura é a que mais se aproximou da minha concepção sobre o papel da educação no século XXI. Uma educação onde não haja diferenças, e todos possam participar e ser objeto desta educação!

Luciana

Realmente os desafios não são poucos. É preciso que nós, educadores, estejamos cientes do papel que a educação de fato ocupa na sociedade. Seria a educação mera formalidade? Ou seria uma poderosa ferramenta de transformação ? Acredito que o envolvimento sistemático de pais, educadores, alunos, sociedade e instituições de ensino poderá definir qual papel deixaremos a educação ocupar em nossa sociedade. As palavras ao lado podem ser importantes na hora de se pensar na formação dos profissionais da educação. É uma meta audaciosa, porém( na minha opinião) possível.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Mosaico

É curioso como os sentimentos flutuam e se transformam na prática de viver intensamente a escola e a vida. Hoje estou assim: pedaços, fragmentos, partículas sem forma.

E relendo as últimas 4 ou 5 postagens percebo o quanto nossas emoções vão mediando e dando sentido às experiências singulares que cada um tem vivido no projeto, seja na escola como professor, como observador ou como aluno. São conquistas, desafios, dificuldades e incertezas mediados pelas diferenças de quem somos e de como fomos ontem, a semana passada, há 8 meses quando iniciamos esse blog.

Eu fiquei pensando o que dizer sobre o papel da escola para o século XXI e entendi que ainda não recriamos a escola do século passado. Falamos em criar "cidadãos", mas uns devem ser mais cidadãos que outros. Falamos em formar pessoas críticas, mas uns devem ser mais pensadores do que outros. Falamos em preparar profissionais, mas uns devem ser mais bem sucedidos do que outros. Aos nossos filhos, o conhecimento. Aos filhos do outro, os diplomas. Aos nossos filhos, informações sobre o mundo, sobre a história, sobre a linguagem. Aos filhos do outro, terminar o livro didático. Aos nossos filhos, inglês preparatório pro First. Aos filhos do outro, leitura instrumental (seja explorando gênero ou na forma clássica). Aos nossos filhos, universidades públicas. Aos filhos do outro, mais diplomas. Aos nossos filhos, profissão. Aos filhos do outro, trabalho.

Na escola "real" de 2008, o aluno é aquele que o professor não deseja encontrar, com quem ele não tem prazer em interagir, aquele que ele prefere não reprovar pra não ter que conviver de novo no próximo ano.

O tom ácido dessa reflexão vem da experiência do conselho de classe. Ainda que eu tenha ficado satisfeita em ouvir os professores dizendo "eu estou muito feliz com a 6a E. Eles melhoraram tanto comigo", não dá pra esconder a frustração de saber que aquele que deveria ser o motivo do nosso trabalho é tratado como alguém a quem não se ama. Então, ouvi coisas assim:

_ Ele compensa reprovar. Já reprovou alguma vez? Compensa reprovar.
_ Esse vai ter no máximo um segundo grau pra trabalhar de mecânico ou numa borracharia.
_ O [nome do aluno] não consegue comigo. Comigo ele não consegue. Precisa de 7,4. Ele não consegue.
_ A [nome da aluna] não enxerga o estudo como caminho. O negócio dela vai ser outro e bem outro.

Essa é a escola pública que fazemos. Sua missão tem sido a de marginalizar os marginalizados e de fazer fracassar os que têm poucas chance de sucesso. A escola pública do século XXI é essa que vê o aluno (aquele que não é nosso filho, ou sobrinho, ou primo, ou vizinho) como incapaz, "limitado", cheio de debilidades e impossibilidades. É uma escola que prepara o filho do borracheiro para ser boracheiro e o filho do médico (que não está na escola pública frequentada pela grande maioria das crianças do nosso país) pra ser médico.

Não dá pra pensar a escola assim. Acho que precisamos mesmo pensar que democracia e liberdade se constróem somente quando todos podem ser.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Eles têm muito mais a nos ensinar do que nós a eles...

Mais uma vez este projeto me proporcionou uma maravilhosa experiência tanto de vida como acadêmica. Nesta quinta-feira eu e prof. Kilda fomos à nossa primeira aula no CEBEJA. Acredito que esta tarde que passei com pessoa tão encantadoras foi umas das experiências mais marcantes da minha vida acadêmica. Estive em meio a pessoas que têm muito mais a nos ensinar do que nós a elas. Foram inúmeras demonstrações de carinho, atenção e respeito que eles têm pelos integrantes de sala. Sem contar como me chamou a atenção o contato que eles têm para como o professor. Uma fala de um deles que marcou muito foi a seguinte: “Este professor, é muito mais que um professor, ele é um pai para nós! Aqui nós somo uma família e nesta turma nós nos sentimos em casa”. Ou outras frases como: “As vezes penso que eu deveria faltar mais às aulas de Inglês para não acabar nunca esta disciplina! Queria ter uns 9 anos de Inglês com este nosso professor”. Na sala encontrava-se 7 alunos, homens e mulheres entre 21 a 56 anos; porém cada um possui uma característica particular que me impressionou muito! Nesta turma, uma das alunas é cadeirante, a qual me proporcionou uma grande outra emoção. Ela me pediu ajuda para que a levasse ao banheiro na Biblioteca Central e durante o caminho e ela se sentiu a vontade para me contar como ocorreu o acidente que a levou ficar em uma cadeira de roda. Confesso a vocês que nunca tinha ouvido uma história tão emocionante que não pude tirar de meus pensamentos um minuto se quer.
Bom, pretendo compartilhar com vocês mais outras exeperiências e, continuo dizendo que este projeto tem sido uma Aprendizagem Sem Fronteiras.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Como somos diferentes!


A cada dia que passa percebo mais e mais o quanto somos diferentes. No entanto, as diferenças não devem ser osbtáculos mas sim desafios em nossas vidas. Esta foto representa minha visão de mundo hoje: tantas diferenças em um único lugar, porém todas devendo ser amadas.

A foto é de minha coleção de bonecas que ganhei ou comprei. São de vários lugares por onde andei e obtidos em vários momentos da minha vida. São diversas em seus estilos e origens, mas todas amadas por mim.